Própolis de abelhas-europeias inibe fungo que ataca plantação

(Foto: Pixabay)

O própolis produzido pela abelha-europeia age contra o fungo P. aphanidermatum, um microrganismo que causa a podridão em diversas culturas, como milho, citros, tomate, beterraba e pimentão, revela novo estudo Universidade de São Paulo.

O pesquisador Wallance Pazin avaliou a ação de quatro tipos de própolis coletados em diferentes regiões do Brasil e descobriu que as características do própolis verde, como é chamada a substância dessa abelha, pode ser usado na criação de defensivos naturais a preços acessíveis e, por isso, pode beneficiar, principalmente, pequenos produtores.

“Com um antifúngico acessível, pequenos agricultores poderão ser beneficiados com a tecnologia para o controle de doenças provocadas pelo fungo P. aphanidermatum, com a vantagem de que será um produto natural, não tóxico e seguro para o consumo humano e para o meio ambiente”, prevê Pazin.

Com a pesquisa, foi possível isolar e identificar a substância ativa Artepilina C, a principal responsável por diversos mecanismos de ação contra patógenos de várias espécies e com potencial antioxidante, anti-inflamatório e anticancerígeno.

O estudo também mostrou que a região do Cerrado é uma rica fonte de biodiversidade e possui uma grande concentração da planta da espécie Baccharis dracunculifolia, conhecida como alecrim-do-campo, que possui uma constituição química similar ao desse própolis. A descoberta também despertou o interesse pela espécie vegetal como fonte de novos compostos bioativos naturais.

Ele descobriu que o própolis coletado pela abelha nativa Melipona quadrifasciata anthidiodes, conhecida como mandaçaia, apresentou ação antioxidante tão significativa quanto o produzido pela abelha-europeia.

Também participaram da pesquisa o professor da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP de Ribeirão Preto Amando Ito, orientador do doutorado; o professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP Ademilson Espencer Soares; e a pesquisadora Andresa Berreta, da empresa Apis Flora.

** Com informações da Embrapa