Sistemas agrícolas para o Semiárido geram menos impacto ambiental

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Pesquisadores descobriram que é possível reduzir as emissões de carbono, ao mesmo tempo que a produção cresce de 20% a 30% e com uma redução em até 30% os custos com insumos.

Para chegar a esses resultados, a equipe da Embrapa desenvolveram dois modelos de agroecossistemas multifuncionais e sustentáveis de frutas e hortaliças no Semiárido brasileiro, através da adoção de técnicas e manejos simples, como o uso de coquetéis vegetais e o plantio direto.

As pesquisas registraram um significativo incremento na qualidade e fertilidade do solo, com o aumento da retenção de carbono, evitando a emissão do gás para a atmosfera, além de ser possível reverter os danos ambientais provocados pelo setor agrícola.

Os experimentos de longa duração com a mangueira registraram, no terceiro ano de cultivo, um estoque no solo de 23,39 toneladas por hectare de carbono orgânico total. Enquanto a produção de melão passou de 36,14 a 49,87 toneladas por hectare (Mg.ha-1), índice superior às médias nacional e nordestina, que são de 25,37 e 28,00 Mg.ha-1, respectivamente.

Para a pesquisadora Vanderlise Giongo, os dados mostram a possibilidade de desenvolver uma agricultura comercial competitiva sem degradar o ambiente e de mudar a degradação dos solos da Caatinga.

Uma questão-chave nas pesquisas é a inserção de diversidade no sistema agrícola. “O plantio de duas, três, quatro ou dez espécies é melhor do que o monocultivo”, explica.

** Com informações da Embrapa