Tereza Cristina assume Agricultura e será o pesadelo para demarcação de terras indígenas

(Foto: Luis Macedo/ Câmara dos Deputados)

A medida provisória que responsabiliza o MAPA pela identificação, delimitação e demarcação de terras indígenas e a regularização de terras quilombolas foi publicada na noite desta terça-feira (1º) no Diário Oficial da União.

Os processos de demarcação passarão a ser de responsabilidade do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que foi incorporado ao MAPA. Até então, a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) dava a palavra final.

Questionada sobre o assunto, a ministra Tereza Cristina negou que a Funai esteja sendo esvaziada no novo governo. “A Funai não ficou com a Agricultura, só a parte fundiária veio para o Incra. É tudo muito novo. Temos uma conversa para fazer para que as demarcações sejam feitas através de um conselho interministerial, que estamos discutindo na Casa Civil”, disse.

Em seu primeiro discurso, a ministra ressaltou a criação de “crédito para a produção e o seguro rural” para acelerar a modernização do setor, com “tecnologias de informação disponíveis no campo”.

Em relação a agricultura familiar, a ministra afirmou que o segmento terá “integral apoio” da pasta e que a modernização é essencial para manter a competitividade.

O discurso afinado com o de Bolsonaro sobre abrir o mercado agrícola para o exterior foi bem recebido pelos principais líderes do agronegócio, compromisso de campanha.

** Com informações do Valor Econômico, da Agência Brasil