Empresas desenvolvem caminhões com tecnologia de energia solar

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(Foto: Unsplash)

A empresa de alimentos e bebidas, PepsiCo, e a Sunew, empresa líder global na produção de tecnologia de energia solar, fecharam um acordo para desenvolver um projeto de energia solar pioneiro para caminhões de distribuição. O plano é expandir a solução de energia limpa para toda a frota da companhia.

O projeto piloto instala Filmes Fotovoltaicos Orgânicos (OPV) em dez veículos da frota de distribuição da PepsiCo, para melhorar a gestão da recarga da bateria dos veículos e do seu sistema de iluminação.

“A PepsiCo tem o compromisso de tornar a sua cadeia logística cada vez mais sustentável, aliando o fornecimento de suprimentos aos consumidores ao desenvolvimento econômico e social, enquanto ajuda a proteger o planeta e a diminuir impactos. Este projeto em parceria com a Sunew visa contribuir para mitigar as nossas emissões de CO2 no meio ambiente, com meta global de redução de 20% até 2030”, afirma Eduardo Sacchi, diretor sênior de Supply Chain da PepsiCo Brasil.

A energia solar gerada por OPV já é uma realidade em obras de arquitetura e em peças de mobiliário urbano. Por ser um filme leve, flexível, semitransparente, resistente a torção, e vibração e com alta capacidade de absorção de luz difusa, o OPV é uma solução inovadora para o aumento de eficiência energética em veículos de combustão, híbridos e elétricos.

Segundo Felipe Reis, gerente de Produtos da Sunew, comparativamente a outras tecnologias solares, o OPV se apresenta como melhor solução pela sua resistência às condições operacionais de um veículo.

A instalação da fibra manterá a carga da bateria em níveis operacionais, fornecendo energia para os sistemas de carga de stand-by do caminhão, luzes internas do implemento e impressora fiscal.

O OPV garantirá que a bateria do caminhão esteja sempre em funcionamento, aumentando a disponibilidade do veículo, o que minimizará o risco de paradas não programadas e até mesmo a ociosidade de parte da frota que por descarga da bateria acaba não entrando em operação para distribuição dos produtos. Além disso, um prolongamento da vida útil da bateria é esperado, o que reduz custos e minimiza os impactos ambientais associados ao seu descarte.