Empresas internacionais suspendem compra de couro brasileiro

(Foto: Nathan Dumlao/ Unsplash)

O Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) informou que mais de 18 marcas estrangeiras suspenderam novas compras de couro brasileiro devido as queimadas na Amazônia e a sua relação com o agronegócio.

Entre as marcas que solicitaram a suspensão estão: Timberland, Dickies, Kipling, Vans, Kodiak, Workrite, Eagle Creek, Eastpack, JanSport, Walls, Workrite, Altra, Icebreaker, Smartwoll, Horace Small, The North Face e Bulwark.

Essas marcas integram o portfólio da VF Corporation, grupo com sede nos Estados Unidos que atua no setor de vestuário e calçados há mais de 100 anos.

Segundo o Ministério da Economia, os principais destinos do couro entre janeiro e julho de 2019 são: China (US$169,8 milhões), Itália (123,8 milhões), Estados Unidos (US$118,4 milhões), Vietnã (US$44,40 milhões) e Alemanha (US$39,1 milhões).

A informação do CICB foi enviada ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Segundo o presidente da entidade, José Fernando Bello, as marcas enviaram um documento aos curtumes solicitando a garantia de rastreabilidade e que novos pedidos não devem ocorrer até que o assunto seja esclarecido.

Segundo Bello, o objetivo da carta é mostrar ao governo que tem setores que estão tendo que responder internacionalmente sobre as questões envolvendo a Amazônia.

Nestlé

A Nestlé também informou que está reavaliando as práticas de seus fornecedores de carne e cacau no Brasil. Desde 2010, a companhia não adquire produtores que causem desmatamento.

“Estamos usando uma combinação de ferramentas, incluindo mapeamento da cadeia de suprimentos, certificação, monitoramento por satélite e verificação em terra”, disse um porta-voz da Nestlé.

Se os fornecedores estiverem violando os padrões, a multinacional “tomará ações corretivas quando necessário”.

** Com informações da Folha de S.Paulo e da Época Negócios