Falta de informação e preço são obstáculo crescimento da energia solar

painéis solares instalados no telhado
(Foto: Pixabay)

A falta de informação, de mecanismos de estímulo, e o custo do investimento inicial são os maiores desafios para o uso da energia fotovoltaica em micros e pequenas empresas no Brasil.

A conclusão é da primeira pesquisa nacional sobre energia solar fotovoltaica e pequenos negócios, realizada pelo Centro Sebrae de Sustentabilidade (CSS), a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) e a Fundação Seade.

Foram ouvidos 3.199 empresários de micro e pequenas empresas, que atuam no agronegócio, na indústria de transformação, comércio e serviços, em todo o país. Atualmente, os pequenos negócios equivalem a 98,5% das empresas do país, são responsáveis pela geração de 54% dos empregos formais e contribuem com 27% do PIB.

Setenta e um por cento dos entrevistados conhecem pouco e não usam energia fotovoltaica, 20% não conhecem e 9% conhecem bem, mas não aderiram. Apenas 0,1% dos empresários utilizam esse tipo de energia.

Donos de pequenos negócios que conhecem bem a tecnologia não a adotaram por falta de recursos e por achar o investimento inicial alto. A falta de informações sobre benefícios e aspectos técnicos, não ter um imóvel próprio, estar em uma área com pouca incidência de sol e os impostos elevados são outros motivos apontados.

Dos empresários que possuem o sistema fotovoltaico, a maioria (79,4%) não teve incentivo fiscal e mais da metade (51,3%) investiu recursos próprios. 48% pretendem ampliar o sistema solar nos próximos dois anos e 12,5% querem investir em outras fontes renováveis.

Eles apontaram como benefícios: a redução de gastos com energia elétrica, dos impactos ambientais, de impostos e taxas; o retorno do investimento, segurança, regularidade e autonomia na produção de energia, e a melhoria da imagem e competitividade da empresa. 

Dos 20% que desconhecem esta fonte de energia, todos valorizam a criação de medidas de estímulo, como redução de impostos, programas federais, estaduais e municipais de incentivo, e a possibilidade de obter crédito com energia gerada.

Segundo a ABSOLAR, o Brasil possui 1 gigawatt (GW) de potência instalada em sistemas de microgeração e minigeração. Consumidores residenciais representam 73,8% do total. Em seguida aparecem empresas dos setores de comércio e serviços, produtores rurais, indústrias, poder público e outros tipos.