Fintechs oferecem solução financeira para empreendedores

Ingrid Barth, Diretora Executiva da Associação Brasileira de Fintechs (Abfintechs), fala sobre fintechs no Fórum Thinking Green (Foto: Tamires Nunes)

Dos cerca de 12 milhões de Microempreendedores Individuais (MEI) que existem no país, apenas 4% têm acesso a serviços financeiros. Deste índice, a maioria comete um grande erro: misturar o orçamento pessoal com o profissional, fator que aumenta as chances do empreendedor de ir a falência.

A análise é da Diretora Executiva da Associação Brasileira de Fintechs (Abfintechs), Ingrid Barth, que participou do painel “Como fintechs podem ajudar os empreendedores a focar no seu negócio” no Fórum Thinking Green.

Para tentar melhorar a situação financeira dos brasileiros neste cenário, surgiram as fintechs, empresas que usam a tecnologia para oferecer produtos e serviços financeiros de uma forma inovadora.

“As startups, especialmente as fintechs, são muito nichadas. Tem fintech só para pessoa física, só para pessoa jurídica, por exemplo. Ela não oferece todos os produtos e serviços disponíveis [no mercado], ela escolhe um produto e vai tentar fazer aquilo muito bem, atingir o maior número de clientes possíveis com um número de funcionários restritos”, explica Barth.

Atualmente, o NuBank é um dos principais casos de sucesso de uma fintech. São seis milhões de clientes no Brasil, 600 funcionários e já arrecadou cerca de R$1,6 bilhão em investimentos em sete rodadas de investimento.

A executiva recomenda quatro passos para fazer a transição do banco para as startups: ir aos poucos – não movimentar todo o dinheiro da empresa de uma vez; fazer uma pesquisa sobre quem fundou a startup “para saber o histórico, se tem experiência, se trabalhou com algo relacionado e se tem boas referências”; conversar com quem já possui conta em uma fintech e conhecer como funciona a plataforma aos poucos para ganhar confiança.

“Tudo é acessível, depende da onde você procura. Se você vai em uma grande empresa procurar uma solução, possivelmente, vai sair muito mais caro. Existem hoje empresas menores de tecnologia, que estão construindo projetos acessíveis de maneira simples e que todos conseguem entender”, disse.

Para Barth, a dificuldade de entender como funcionam as tecnologias emergentes e a falta de vontade de explicar o que é e quais são os benefícios ainda são um obstáculo.

“Eu sugiro sempre buscar uma empresa pequena de tecnologia, elas vão dar um tratamento melhor, ter a paciência de explicar de maneira humanizada e os preços vão ser muito melhores”, pontuou.

No site da Abfintechs, estão disponíveis relatórios sobre as fintechs no Brasil: https://www.abfintechs.com.br/