Startup cria biofertilizante que ajuda a tratar o solo contaminado

solo, planta
(Foto: Freepik)

Em novembro de 2015, o Brasil testemunhou o maior crime ambiental até então: o rompimento da barragem de minérios da Samarco, em Mariana (MG), que deixou 19 pessoas mortas e um rastro de destruição na bacia do Rio Doce.

Mas da tragédia saiu uma ideia de negócio sustentável promissora. A empreendedora Ana Paula Justiniano queria ajudar na recuperação do solo e daí surgiu a startup Justy: BioSolutions, que desenvolve biofertilizantes capazes de tratar o solo contaminado por metais pesados.

Ainda em processo de validação no campo, os biofertilizantes da startup são desenvolvidos a partir de resíduos orgânicos e microrganismos específicos, adaptados a presença de metais pesados.

“O fertilizante químico favorece o crescimento das plantas, contudo podem contaminar as águas e o solo, devido ao excesso de substâncias químicas em sua constituição. Já os biofertilizantes resultam no aumento de nutrientes no solo como também na reutilização de resíduos orgânicos, beneficiando o desenvolvimento sustentável”, explica a empreendedora.

Com essas propriedades, os biofertilizantes favorecem o cultivo em locais contaminados por metais pesados, restaura a qualidade do solo e beneficia os agricultores locais afetados pela contaminação.

“[Os produtos] podem ser utilizados em solos, como em Brumadinho, Mariana, Limeira, Bauru, entre outros, ou seja, tanto por resíduos industriais, como também em locais agrícolas, que tiveram a contaminação por metais. O biofertilizante ao ser aplicado ao solo, vai agir de forma a inativar a atividade negativa do metal pesado, além de adicionar nutrientes ao solo”, destaca Justiniano.

O biofertilizante da Justy-biosolutions é recomendado para pequenos e grandes agricultores, como também para indústrias com áreas afetadas por metais. Para saber mais, acesse www.justybiosolutions.com.br ou entre em contato pelo telefone (19) 99160-1047.