Quais os impactos da desinformação?

Conferência Ethos 2020
(Foto: Reprodução)

Com quase um mês de lives semanais, a Conferência Ethos 2020 chega ao quinto dia abordando o papel das empresas durante a pandemia, a integração de agendas, a recuperação verde e o desenvolvimento regional na América Latina – com participação de representantes da Argentina, Uruguai, Bolívia, Chile e México –, e a desinformação como alicerce de formas autoritárias de governar. Atividades transmitidas a partir das 15h, no canal do Ethos no Youtube

A retroalimentação da desinformação e como ela nos desvia de problemas importantes é uma situação que temos vivenciado e que, além das correlações entre o choque pandêmico e a fragilidade das democracias, será o mote da live que acontecerá às 19h30. Intitulado “A retroalimentação da desinformação e como ela nos desvia de problemas importantes”, o painel contará com a participação de Denisse Miranda, chefe do Mecanismo Independente de Reportagem (IRM) da Open Government Partnership (OGP).

Em diferentes países, observa-se o avanço dos ataques abertos às instituições democráticas, à liberdade, às fiscalizações e controles sociais, intimidando a sociedade civil, a produção científica e a mídia. Como tal cenário interfere na capacidade de avançarmos em modelos de justiça social e até ambiental? Essa será uma das questões em voga na atividade.

Os impactos da desinformação

O termo fake news se popularizou nas eleições presidenciais dos Estados Unidos em 2016, devido ao uso por apoiadores da campanha do então candidato Donald Trump. Apesar da prática já existir há tempos, o que temos acompanhado é que a disseminação de desinformação pode trazer riscos para a saúde pública, incentivar o preconceito, a violência e até mesmo resultar em mortes.

Disseminação de violência, transtornos para a população, falsas acusações e influência política são alguns dos resultados dessa prática, que vem sendo usada, em muitos casos, para o benefício de algo ou alguém. Atualmente, por conta dos ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF), vemos no Brasil um grande esquema de desinformação sendo propagado, com a finalidade de enfraquecer a democracia.

Nesse contexto, o termo “pós-verdade”, que foi eleito pela Universidade de Oxford como a palavra do ano de 2016, cada vez mais, se enraíza, numa sociedade em que os fatos objetivos e reais têm menos importância do que crenças pessoais.