Seis em cada dez países registraram queda na segurança alimentar

(Foto: Divulgação)

 

No primeiro dia da Conferência Ethos 360º, uma das palestras de maior impacto foi sobre “Segurança Alimentar: recurso naturais, resiliência e sustentabilidade agrícola” que apresentou dos dados da nova edição do Índice Global de Segurança Alimentar do The Economist Unit, que avaliou o acesso físico, social e econômico a alimentos suficientes e nutritivos, que atendam às necessidades diárias para uma vida saudável em 133 países.

O resultado é alarmante: seis em cada dez países registraram queda na segurança alimentar no ano passado, depois de quatro anos consecutivos de bons resultados.

Segundo conclusão do estudo, a agravamento na disponibilidade, segurança e qualidade dos alimentos consumidos é consequência da instabilidade política, do crescimento da migração e da diminuição nos investimentos públicos.

Os Estados Unidos, que seguidamente era o mais seguro, perderam a primeira posição no ranking para a Irlanda, país que teve recuperação econômica após a crise entre 2008 e 2010 que registrou altos investimentos em pesquisa e desenvolvimento, área em que os norte-americanos apresentaram declínio.

O índice do The Economist, nesta edição, inclui ainda uma nova categoria, de recursos naturais e resiliência, para evidenciar a relação entre o clima e os recursos naturais na segurança alimentar, a exemplo

O Brasil manteve o 38º lugar ranking, o mesmo nos últimos cinco anos, mas os cortes de investimento para gerenciamento de riscos agrícolas podem comprometer a independência do país no setor de commodities.  Outro gargalo é o crédito: a agricultura é responsável por 20% do PIB (Produto Interno Bruto), mas apenas 1% dos créditos no país vão para o setor, enquanto o Uruguai, por exemplo, investe 15%.

Para Marcio Zanetti, diretor do The Economist Intelligence Unit no Brasil, o corte compromete, principalmente, censores de captura e projeção de centros de monitoramento de mudanças climáticas, que vem recebendo menos aporte e a distribuição de crédito para agricultura familiar.

Mais informações e o estudo – http://foodsecurityindex.eiu.com/

Vamos aproveitar e ver o vídeo da Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável.

  • Com informações da Folha de S.Paulo