Baterias são destaque do 2º dia do Veículo Elétrico Latino-Americano

(Foto: Pixabay)

Os desafios e as soluções para melhorar a competitividade do segmento e atender a demanda de veículos elétricos no Brasil foram destaque no Congresso da Mobilidade e Veículos Elétricos (C-Move) durante o segundo dia do VE Latino-Americano.

O Ricardo Rodrigues, gerente Comercial da Unidade de Recicláveis da Umicore para a América Latina, reforçou a importância de desenvolver um processo de logística reversa para a correta destinação das baterias usadas nos veículos elétricos no País. A unidade da empresa, em Hoboken, na Bélgica, tem capacidade para processar 7 mil toneladas de baterias anualmente.

“O processo de recuperação dos principais metais contidos nas baterias em final de vida, tais, como cobalto, níquel e cobre, o seu retorno ao ciclo produtivo como matéria-prima para a fabricação de novas baterias ainda são um obstáculo. No Brasil, ainda precisamos avançar junto aos fabricantes e coletores de baterias para que o processo seja eficiente para toda a cadeia”, comenta Ricardo.

Para o chefe de marketing da Innolith, empresa suíça focada no desenvolvimento de tecnologia de baterias, Julian Tanner, apesar dos esforços dos governos no mundo, ainda há uma relutância por parte do consumidor final. 

Entre os principais impedimentos estão: autonomia, alto custo e segurança das baterias. “Ainda há uma resistência do público devido à duração da bateria, demora para recarga e pouca disponibilidade de eletropostos. Aliado a isso, temos o custo elevado do produto e o receio em relação à segurança, por conta do risco de incêndio”, afirmou.

O executivo também destacou o caminho para a evolução do componente a fim de mitigar os obstáculos – custo menor que 100 kW/h, densidade energética maior 700 Wh/kg e material não-inflamável.

Francisco Magri, diretor de soluções e design da DHL, apresentou o case da empresa, que está investindo em alternativas sustentáveis de negócios no Brasil e no mundo. Há soluções de entregas implantadas globalmente, como veículos estacionados para reduzir deslocamentos, entrega com bikes, aplicativo que conecta pessoas para otimizar entregas, entre outros.

Atualmente, a DHL possui uma frota de 100 mil veículos elétricos distribuídos em suas sedes ao redor do mundo. Desse total, há 11 mil no Brasil, sendo que a primeira frota foi implantada em 2016. 

“As questões de infraestrutura e capacidade de produção de veículos elétricos são alguns desafios que enfrentamos no país. Mas, certamente, serão superados”, avalia Magri.