Veículo elétrico já é uma realidade no Brasil

(Foto: Luciana Almeida/ ONB)

Os carros elétricos ainda estão ganhando espaço no Brasil, mas os governantes não podem ignorar que eles são o futuro da mobilidade urbana e são fundamentais no combate às mudanças climáticas. O alerta é de autoridades e de representantes da indústria automobilística que se reuniram na 15ª edição do VE Latino Americano, nesta terça-feira (01).

Para o presidente da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), Ricardo Guggisberg, prefeitos e secretários de transporte não podem mais ignorar a crescente demanda de elétricos, como patinetes e scooters.

De acordo com Guggisberg, entre junho e agosto de 2019, as vendas de veículos eletrificados bateram recorde no país. Apenas em agosto, a frota total de automóveis e comerciais leves elétricos vendida no Brasil chegou a 14.838 veículos, número quatro vezes superior ao registrado em dezembro de 2016.

O presidente da Federação Internacional do Automóvel (Fia) na América Latina, George Tomasi, ressaltou o protagonismo dos carros elétricos e disse que a greve mundial do clima mostrou que é preciso agir agora. 

“A América Latina tem um grande potencial para implementar a mobilidade sustentável e estar entre os líderes globais na transição da economia. A mobilidade elétrica não só ajuda no combate às mudanças climáticas, mas também a transformar todo o sistema de transporte e, consequentemente, melhorar a qualidade de vida”, ponderou Tomasi. 

Neste cenário, os elétricos são a nova realidade das montadoras. Sergio Habib, presidente do Grupo SFH e da JAC Motors, ressaltou a transformação na indústria. “É um carro mecanicamente simples e tecnologicamente evoluído. Um carro 100% elétrico tem seis vezes menos manutenção do que um térmico [convencional]. Ele é profundamente disruptivo para a indústria, as montadoras, a indústria de petróleo, postos de gasolina e para todos que trabalham com manutenção”, disse. 

Segundo Roberto Braun, diretor de Relações Governamentais e Regulamentação da Toyota do Brasil, para se reinventar, a montadora pretende se tornar uma prestadora de serviço e democratizar o acesso a eletromobilidade a diversos públicos. A empresa já investe, por exemplo, no Toyota Mobility Service, uma plataforma de compartilhamento de carros.

A Renault compartilha a visão da rival. A montadora já trabalha em projetos com empresas e governos municipais e estaduais, como Itaipu, a construtora BMV e o Banco Itaú, para expandir sua frota no Brasil e liderar o mercado.