Mudanças climáticas ameaçam o setor elétrico, aponta pesquisa

(Foto: Pixabay)

Cerca de 95% dos executivos do setor elétrico associam as mudanças climáticas ao aumento de eventos meteorológicos extremos nos últimos 10 anos, constatou o estudo Digitally Enable Grid da Accenture. 

A sexta edição do levantamento entrevistou mais de 200 executivos do setor elétrico de 28 países em cinco continentes.

Para 90% dos gestores, o aumento de condições e fenômenos meteorológicos mais severos representam risco financeiro significativo para seus negócios e 92% esperam um aumento de eventos meteorológicos extremos ao longo dos próximos 10 anos.

As condições meteorológicas extremas representam um desafio significativo para as operações e para a segurança das redes para 73% dos entrevistados. 

Apenas 24% acreditam que seus negócios estão preparados para lidar com o impacto de eventos meteorológicos extremos, enquanto 8% afirmam não estar preparados adequadamente.

“Diversas regiões do mundo estão sendo afetadas por secas, incêndios e enchentes, além da temporada de furacões que começa em breve nos EUA. As mudanças climáticas estão diretamente relacionadas ao aumento da frequência e da intensidade desse tipo de evento, impactando a rede de distribuição elétrica”, analisa Stephanie Jamison, diretora global e líder da área de Utilities da Accenture.

Entre os entrevistados, 95% acreditam que investir na adaptabilidade da infraestrutura – incluindo reconfigurações de rede, armazenamento incorporado, redundância e gerenciamento de tensão – ao longo dos próximos 10 anos será fundamental para aumentar a resiliência de forma geral. Na visão da maioria absoluta (93%), a flexibilidade do sistema seria a abordagem mais eficiente para garantia da resiliência a longo prazo.

No entanto, proporcionar maior flexibilidade à rede ainda é um desafio. Enquanto 95% dos executivos acreditam que o gerenciamento ativo da geração distribuída – incluindo energia solar fotovoltaica, energia eólica e armazenamento de energia – será essencial para apoiar a resiliência da rede a longo prazo, 84% disseram que a falta de informações sobre localização, tamanho, especificação e estado operacional de instalações menores de energia distribuída afetam a resiliência no curto prazo.