Consumo de carne deve ser reduzido pela metade, alerta Greenpeace

(Foto: Pixabay)

A produção e o consumo mundial de carne e laticínios devem ser reduzidos pela metade até 2050 para evitar mudanças climáticas perigosas, revela relatório do Greenpeace.

A produção mundial de carne emite atualmente o mesmo volume de gases de efeito estufa equivalente as emissões de todos os carros, caminhões, aviões e navios do planeta juntos. Dessa forma, se não forem controladas, as emissões da indústria de proteína animal também podem comprometer a meta internacional de não exceder os 1,5ºC Celsius de aumento na temperatura média global até o final do século.

Segundo a organização, mudar o uso intensivo de carne para vegetais também é essencial para nossa saúde. O alto consumo de carne vermelha tem sido associado ao câncer, doenças cardíacas, obesidade e diabetes.

Para estimular a mudança de hábitos, o Greenpeace está pedindo as empresas que reduzam pela metade o consumo de carne e produtos lácteos e que sejam introduzidos duas refeições à base de plantas por semana até 2020, em instituições públicas.

“Como não tem planeta B para vivermos, precisamos começar a encontrar maneiras de reduzir o consumo da carne. Além de fazer mal para a saúde, quando consumida em excesso, a produção de carne está diretamente relacionada ao desmatamento, conflitos e violência no campo. Estimular uma alimentação mais variada, com menos carne e veneno na merenda escolar, é estimular nossos filhos a fazer essa mudança positiva crescer”, observa Adriana Charoux, da campanha de Amazônia do Greenpeace.

Cinco milhões de mortes a cada ano – quase nove pessoas morrendo por minuto – poderiam ser evitadas até 2050, se pessoas de todo o mundo mudassem para dietas mais saudáveis ​​com mais verduras e legumes e menos carne.

** Com informações do Greenpeace