Embrapa cria sistema de rastreabilidade para leite orgânico

garrafa de leite
(Foto: Pixabay)

O coordenador da Comissão Nacional de Leite e Derivados da Associação Brasileira de Produtores de Leite (Abraleite), Junior Saldanha, anunciou que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) criou um sistema de inteligência para a rastreabilidade do leite orgânico no Brasil.

O sistema traçará um mapa da localização dos produtores de leite orgânico no país, para identificar as suas demandas e dificuldades, e oferecer possíveis soluções para o setor.

Assim como outros produtos orgânicos, a produção de leite precisa atender aos critérios do Ministério da Agricultura para ser certificada e receber o selo de orgânico.

Saldanha ressaltou que a gestão da propriedade é fundamental para o garantir o desempenho das atividades pecuárias. O produtor precisa ter um diferencial e buscar agregação de valor em seu trabalho.

“O produtor tem de seguir essa gestão à risca, seja na composição do rebanho, na compra de insumos e animais, etc. A gestão tem de ser muito bem feita, caso contrário o produtor não terá êxito. Não é recomendável entrar nessa atividade por causa do preço do leite. Se o produtor for ineficiente, irá quebrar. Não há mais espaço na pecuária leiteira para amadorismo”, disse o coordenador.

Segundo o engenheiro agrônomo e diretor da SNA, Alberto Figueiredo, o uso de novas tecnologias, otimizar a produção e a falta de união entre as entidades do setor são desafios que precisam ser superados.

“Não dá mais para ficarmos alheios às tecnologias que permitem produzir mais e com menor custo. Deve haver um equilíbrio entre as necessidades que os animais têm para se alimentar e a gestão da produção na propriedade (…) As entidades do setor estão muito desunidas e têm dificuldades de chegar a um acordo comum nos debates e negociações”, afirmou.

Para fazer a conversão do sistema convencional para o orgânico, o produtor precisa saber se existe uma demanda, procurar uma assistência técnica ou consultorias provadas e posteriormente uma certificadora, explicou Saldanha. O período de conversão dura, em média, 18 meses.