Produção em países pobres custará bilhões nos próximos 30 anos

(Foto: Pixabay)

Até 2050, os trabalhos dos setores industriais, agrícolas, da mineração e de combustíveis fósseis (petróleo e gás) em países em desenvolvimento serão mais afetados pelo aquecimento global, segundo dados da consultoria de risco Verisk Maplecroft.

Os analistas explicam que por esses países terem menos capacidade para manter os trabalhadores em ambientes mais amenos, os funcionários estão mais estressados por causa do calor e perdendo dias de trabalho. Isso deve custar dezenas de bilhões de dólares por ano.

Ao examinar a infraestrutura de energia com as temperaturas e o crescimento previsto da população, os analistas concluíram que a África e a Ásia serão as mais afetadas pelo aumento do calor. Estima-se uma perda anual de US$78 bilhões no sudeste asiático e de quase US$10 bilhões na África Ocidental.

“Com a menor capacidade de trabalho, a produtividade cai e, em seguida, há efeito cascata em todos os setores que usam mais mão de obra braçal”, disse Richard  Hewston, diretor de meio ambiente e mudanças climáticas da Verisk Maplecroft à Reuters.

Cerca de 1,1 bilhão de pessoas na Ásia, África e América Latina estão em risco por falta de refrigeração e sistemas de climatização, afirma um relatório do grupo global Sustainable Energy for All.

** Com informações do Valor Econômico