Redes sociais marcam início da nova era do varejo

(Foto: Freepik)

O varejo se prepara para entrar em uma nova era e este modelo de negócio promete aproximar ainda mais consumidores e marcas. Estar conectado, hoje, significa mais visibilidade e, até mesmo, aumento no número de vendas. O assunto foi abordado no Congresso de Gestão da APAS Show, na palestra “Interconectividade e o varejo do século XXI”, mediada por Clayton Melo, colunista de tendências digitais do portal da revista IstoÉ Dinheiro e curador da plataforma Startagro.

Levantamento feito pelo Google aponta que o varejo cresceu 17% em cinco anos, enquanto o fluxo dentro de lojas físicas caiu 40%. Para Claudia Sciama, diretora Comercial do Google no Brasil, quem compra hoje está mais preparado e faz pesquisas on-line antes de optar por um determinado produto.

“Estar conectado não determina o fim das lojas físicas, porém, os supermercados têm que entender seu papel dentro dessa nova era, totalmente tecnológica. Quem não aproveitar a jornada digital, se perderá.”

Dados do Google Trends apontam que, ano passado, em plena crise econômica, a busca por receitas de restaurantes famosos cresceu 100% no YouTube.

“As pessoas deixaram de sair, porém, encontraram na internet uma alternativa para continuar comendo bem.”

Segundo Fiamma Zarife, diretora Geral do Twitter no Brasil, a tecnologia transforma e não destrói.

“Cerca de 80% usuários do Twitter no Brasil seguem alguma marca. É um canal de comunicação direto, ainda mais quando há interação com o público. Oitenta e três por cento das pessoas que recebem respostas por alguma pergunta feita na rede social avaliam a imagem da marca mais positivamente”.

Milton Beck, diretor Regional do LinkedIn na América Latina, concorda que a tecnologia é importante, mas destaca que ainda não é o fim das lojas físicas.

“O consumidor não está preocupado se é físico ou on-line. Ele quer a melhor experiência. Comprar na internet, muitas vezes, é mais vantajoso, pois achamos o produto mais rapidamente. Por outro lado, o prazo de entrega pode ser maior. Eu mesmo já deixei de comprar on-line por conta disso e acabei optando pelas lojas físicas. As redes sociais são extensão da nossa vida real”.

Apesar de o fim estar longe para as lojas físicas, empresas que continuarem operando da mesma forma, sem as vantagens do mundo digital, perderão oportunidades, explica Luiz Sérgio Pires, diretor da Microsoft Advanced no Brasil.

“Captar o que está acontecendo no mundo digital e no mundo físico traz benefícios muito superiores que trabalhar com qualquer um dos dois separados”.

** Com informações da assessoria de imprensa