Carro Flex está na puberdade: 15 anos e mais de 30 milhões de unidades

(Foto: Divulgação)

Em 24 de março de 2003, a Volkswagen apresentava o carro flex, que pela primeira vez possibilitava o abastecimento com etanol, gasolina ou a mistura dos dois em qualquer proporção. Era um Gol com motor AP 1.6 que produzia 97 cavalos com gasolina e 99 cavalos com álcool. O lançamento coincidiu com a comemoração dos 50 anos da VW do Brasil, agora com 65.

A soma de todos os automóveis e comerciais leves bicombustíveis nacionais e importados emplacados até os dias atuais já passa de 30,5 milhões. Somente da montadora de origem alemã foram 6,7 milhões de unidades. “O sistema flex se tornou parte integrante da vida dos brasileiros”, afirma o presidente e CEO da VW para a América do Sul e Brasil, Pablo Di Si.

Avanços do flex

O sistema flex está presente até em motores com turbo e injeção direta de carros montados no Brasil, como os Audi A3 Sedan e Q3, BMW Série 3 e X1, Mercedes Classe C e GLA, Volkswagen Up!, Golf e Polo. Nesta semana a Toyota mostrou detalhes do primeiro híbrido flex, que já roda em testes no Brasil.

Também é importante recordar o esforço da Nissan. A partir do uso de etanol a montadora desenvolve o e-Bio Fuel-Cell, veículo movido por Célula de Combustível de Óxido Sólido (SOFC). Ele funciona com energia elétrica gerada a partir do etanol.

Em vez de um sistema de célula de combustível convencional, que converte hidrogênio armazenado sob alta pressão em eletricidade, a tecnologia produz o próprio hidrogênio a partir do etanol. A minivan elétrica NV200 adaptada ao sistema teria autonomia superior a 600 quilômetros com apenas 30 litros de combustível. Segundo a Nissan, estaria disponível a partir de 2020 se houvesse incentivos fiscais.

O futuro da tecnologia flex se apoia no fato de que a cana-de-açúcar utilizada para a produção de etanol captura gás carbônico (CO2) quando cresce, compensando as emissões desse mesmo gás pelos motores em funcionamento.