O vírus que parou o mundo

(Foto: Pixabay)

Estamos juntos! Isso nunca foi tão real. O novo coronavírus está dando a volta ao mundo do oriente para o ocidente: China, Irã, Europa e logo o epicentro será a América. Bilhões de pessoas no mundo estão mobilizadas para não pegar o vírus, milhões espalham notícias falsas pelas redes sociais, milhares estão cuidando dos doentes e centenas morreram.

Somos todos um.

Acompanhando as notícias e os comunicados oficiais da OMS e dos governos, vemos que as ações práticas e céleres são essenciais para evitar que a pandemia se alastre, que aumente o número de mortes e controlar o vírus para a vida voltar ao normal. Mas, será que vai voltar do mesmo jeito?

Se a mudança climática não sensibilizou chefes de Estado, o vírus os uniu.

Que lição tirar? Que é preciso pensar o planeta Terra como nossa casa e ter respeito com as ações que podem prejudicar a água, o solo, o ar e a natureza. Estamos envenenando o planeta, enchendo de plástico e sujeiras que criam vírus mutantes e superbactérias.

A nova economia de compartilhamento, a energia limpa, comida mais natural e mercados mais justos saem das discussões ideológicas e ativistas para  entrar no radar dos cidadãos, em todos os países do mundo.

Se poucos ligam para os problemas dos africanos com ebola, todos se preocupam com os impactos do novo coronavírus. Até o presidente Trump se rendeu declarando estado de emergência. O grave efeito do vírus não era fake news, a imprensa mundial não fez alarde à toa, os cientistas não exageraram nas recomendações de conscientização e o Covid-19 não é só uma gripe forte.

É bom refletir e fazer analogias com os impactos das mudanças climáticas: não é discurso de ONG´s, não é uma estratégia para vender tecnologia e não é discurso de ativista. É sério e precisa ser encarado de frente, de modo célere e com comprometimento dos governos.

Um vírus parou o mundo e está fazendo um strike na economia global. Isso foi rápido.

O que será que a mudança climática pode fazer?