Dispara demanda por produtos práticos e cestas de orgânicos desde o início da pandemia

(Foto: Pixabay)

O segmento de produtos orgânicos fechou a primeira quinzena de maio com aumento na demanda de produtos prontos e estabilidade no consumo de frutas, legumes e verduras.

Segundo a Organis, entidade promotora do setor orgânico, os produtos orgânicos industrializados, quase sempre relacionado com alguma marca, processados ou semiprocessados, estão em curva ascendente nesta pandemia.

“Nesta categoria o que tem se destacado nas vendas são os produtos práticos, aqueles que já vem prontos, semiprontos ou de preparo fácil. Para se ter uma ideia, a marca Vapza, associada Organis, teve um crescimento de 82% em março e abril. A Fazenda Santa Julieta Bio, de cestas de FLV, cresceu 52% desde o início da pandemia. Nossa leitura é que as pessoas que se alimentavam em seus locais de trabalho, sem o hábito de cozinhar todos os dias, estão preocupadas com a saúde e optando por orgânicos com uma forma de preparo mais amigável, do ponto de vista da praticidade, nessa transição que ninguém sabe direito até agora como e quando irá se assentar”, argumenta Clauber Cobi Cruz, diretor da Organis.

A entidade mensura esse aumento do interesse nos orgânicos diariamente. “Temos recebido pedidos de informações sobre certificação para os orgânicos, pequenos lojistas, fora dos grandes centros, que buscam por estes produtos para atender a demanda, pois o consumidor está exposto à tantas notícias sobre os benefícios dos orgânicos. Outro movimento que detectamos é o interesse de produtores sobre a conversão para o orgânico”, comenta o diretor da Organis.