Informação e marketing são desafios para setor orgânico conquistar mercado global

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O setor brasileiro de orgânicos precisa avançar muito em estratégias de informação e marketing, e em tecnologia para aumentar sua presença no mercado global, analisa Sylvia Wachsner, diretora da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA).

“No Brasil contamos com uma biodiversidade variada. Muitas espécies nativas podem contribuir com nutrientes e aplicações medicinais na alimentação humana. Mas para serem reconhecidas, garantindo demanda no mercado nacional e internacional, precisam de uma estratégia a ser construída pelo setor público e privado, no longo prazo”, afirmou.

Para Wachsner, é necessário construir uma política de informação que explique o valor nutricional, as propriedades de frutas diferenciadas e em qual bioma foram produzidas, antes de comercializá-las no exterior.

Atualmente, há falta de informações a respeito do mercado brasileiro de orgânicos, o que dificulta a entrada do País no comércio global, enquanto Peru, Argentina e Chile “oferecem estatísticas e continuam a crescer e a capturar mercado”.

A diretora da SNA citou o Peru como exemplo de informação e marketing. “Há anos o país investe em informações, marketing, tecnologia e capacitação das empresas (…) A “Super Foods Peru” virou marca e referencial para produtos como o camu camu, nozes e castanhas, quinoa, lucuma, maca e sacha inchi, conhecidos e consumidos globalmente”.

Wachsner, que esteve na Biofach 2020, disse que a demanda por soja orgânica, ervilhas, lentilhas, favas, grãos de bico e outras leguminosas está acompanhando o crescimento do mercado de produtos veganos/vegetarianos e a popularidade dos alimentos produzidos à base de plantas.