MST manterá venda de arroz orgânico a um preço justo

(Foto: jcomp/ Freepik)

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) anunciou que o arroz orgânico cultivado nos assentamentos no Rio Grande do Sul continuará sendo vendido a um preço justo à população, no momento em que o preço do produto subiu em todo o país.

Segundo o MST, esta é a forma que os Sem Terra encontraram de seguir lutando, contra o desmatamento, o alto índice de agrotóxico liberado pelo atual governo, a fome e a crise sanitária que tão fortemente atinge os brasileiros.

“Nós temos a agroecologia que nos guia. Ou seja, preservamos o meio ambiente, nosso solo, a nossa água, pois sabemos que somos passageiros, e que a próxima geração também precisa dessa terra”, diz Emerson Giacomelli, da direção da Cooperativa dos Trabalhadores Assentados da Região de Porto Alegre (Cootap). “Valorizamos toda a cadeia produtiva. Ou seja, quem produz, beneficia, transporta, revende até chegar no consumidor com um preço que seja possível adquirir”.

Atualmente, o MST é o maior produtor de arroz orgânico da América Latina. Apenas na última safra, foram colhidas 15 mil toneladas de arroz orgânico. Participam da produção 364 famílias de 14 assentamentos, situados em 11 municípios gaúchos.