Mulheres, vamos mudar os paradigmas

(Foto: Reprodução)

** Por Heloísa Capelas

Não tenho dúvidas de que a maior e melhor contribuição da mulher, consigo própria e com seu entorno pessoal e profissional, acontece por meio da verdadeira Autovalorização. Agora, preste atenção, pois isso nem de longe tem a ver com “sou melhor do que o outro”. Tem sim a ver com uma mudança real de paradigmas, em que a mulher possa aceitar, usufruir e fortalecer seus grandes diferencias – e isso sem qualquer relação ou comparação com o gênero masculino.

O problema, quando tocamos nesse assunto, é que, no geral, ele já vem recheado de conceitos e pré-conceitos ligados ao “feminismo” ou mesmo ao “machismo”. Veja, é algo tão enraizado que temos dificuldade em perceber quais são nossos próprios diferenciais. A proposta aqui não é falar sobre a ‘guerra dos sexos’, mas auxiliar você, mulher, a olhar para a beleza e o poder que existe no que chamo de Inteligência Feminina. Você, bem consigo mesma, com autoestima elevada e com firmeza em suas escolhas e decisões.

Na minha sala de aula já passaram mais de dez mil pessoas, entre elas muitas mulheres, e quando pergunto às alunas quais são suas competências femininas, a grande maioria tem dificuldade em expressá-las… por que será? Bem, várias são as razões, mas um dos motivos principais é que há uma confusão enorme aqui, pois muitas mulheres entendem que no “feminino” mora a “fragilidade”.

E, pelo menos as mulheres que conheço, não querem ser nada frágeis, ter descontrole emocional, medo ou culpa. Nem eu quero e acredito que você também não. Então, olhar para o feminino é assumir sua fragilidade?!

Avançarmos para sermos pessoas melhores e obtermos mais conquistas, com paz interior, leveza, segurança e equilíbrio, requer sim olharmos para o que desejamos mudar, para transformar o que nos incomoda. Mas passa, essencialmente, por reconhecermos também todo o bem que possuímos e o que de positivo nos compõe e, ressalto, por natureza de gênero (assim como os homens também possuem seus diferenciais).

Como eu sempre cito, é no feminino que reside a força da criação, do olhar holístico, do acolhimento, da flexibilidade, da multiplicidade, do equilíbrio, da amorosidade, da gentileza, entre tantas outras características. A mulher também é composta por qualidades do gênero masculino, no entanto, é preciso consciência para equalizá-los de forma a potencializar o que a diferencia por natureza. O que vemos hoje são muitas mulheres adotarem posturas mais yangs (masculinas) para competir e até mesmo procurarem uma tentativa de se proteger de sofrimentos (muitas por causa de traumas vividos em outros relacionamentos).

Reconhecer a Inteligência Feminina e todo o seu poder é libertador nesse sentido. Quando nos munimos melhor desta capacidade intrínseca, conseguimos assumir as rédeas e tomar decisões que, antes, poderiam parecer mais difíceis e, para algumas pessoas, talvez impossíveis. Casar ou não casar? Ter ou não filhos? Demonstrar ou não sentimentos?

Questione-se: quem sou eu como mulher? Que crenças alimentam meus pensamentos e sentimentos? No trabalho, como é minha postura? É dura demais ou é insegura? Eu estou certa de sou um sucesso ou um fracasso? E como são minhas relações (como mãe, filha, esposa, etc)? Com que qualidade e como tenho me dedicado ao feminino, à mulher que habita em mim?

Eu desejo que você reconheça a beleza que existe em si, ela é sua, e siga com mais amor-próprio, confiança e novas conquistas.

** Heloísa Capelas é Especialista em Autoconhecimento e Inteligência Comportamental e diretora do Centro Hoffman, no Brasil. Palestrante, Coach, Master Practitioner em PNL, autora do best-seller “O Mapa da Felicidade” e coautora de mais sete livros sobre Gestão de Pessoas, Liderança e Inteligência Feminina.


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