Negócio

Piscicultura é cultura rentável para o Amazonas, mas falta o mundo conhecer esse potencial

O Deputado do Amazonas, Demilson Chagas, presidente da comissão de agricultura, pecuária, pesca, abastecimento e desenvolvimento rural da Assembleia Legislativa quer uma política focada na piscicultura para o estado. O legislativo quer derrubar burocracias e fomentar o valor agregado da diversidade de peixes do estado.

O Parlamentar iniciou conversação com os Ministérios da Pesca e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento a importância para uma política focada na piscicultura.

pirarucu
(Foto: Point da Pesca)

Como criar valor agregado ao peixe endêmico do Amazonas?

Para ter uma ideia, o pescador na reserva do Pantaleão, vende o quilo do Pirarucu por R$5,00 ou até R$3,00; então não existe um preço fixo e quando o consumidor chega no mercado, o preço do pirarucu está entre R$14,00 – R$18,00 o quilo. E se você for pra outra região chega até a R$50,00 o quilo do pirarucu!

O distribuidor e o vendedor ganham, mas o pescador nada.

Nada. Eu estava aqui com essa visão do selo orgânico, dessa expansão orgânica, e acredito que isso nós podemos conquistar porque o peixe do Complexo do Pantaleão – Miranoá, é de lagos, não existe criação em cativeiro nessa região tanto do Pirarucu como o Tambaqui. Então porque não levar o selo orgânico para agregar valor? Certificar e abrir mais uma porta de oportunidade para essas pessoas.

Pirarucu é uma patente brasileira. Ele já é exportado. E tem uma boa aceitação?

É exportado sim, mas não existe a certificação. Esse é um mercado muito grande. Não que haja uma empresa que faça exportação legal. Transformaram o Pirarucu em outro processo e sai via Tabatinga, Letícia para exportação. É preciso procurar uma solução para usar o pirarucu para gerar renda e ter um produto genuíno do Brasil do bioma amazônico.