O Agro não pode parar – Impactos na Cadeia Alimentar

(Foto: Reprodução)

** Por Luciana Vieira e Equipe Agrosuisse

Em tempos de Covid-19, diversas cadeias produtivas vem sofrendo os impactos gerados pela crise econômica imposta pelas restrições de circulação, necessárias para a contenção do avanço da propagação do vírus. Com a cadeia alimentar não é diferente.

Alta do dólar, diminuição nas exportações, eventos cancelados, decreto de férias coletivas e suspensão temporária do trabalho são exemplos de como o setor foi atingido. Conduto, o Agro não pode parar.

A tendência e atual realidade, como já relatada por algumas empresas de pesquisas varejistas, é a queda do fornecimento alimentício a bares e restaurantes, assim como no setor da rede hoteleira, até o momento em que as atividades serão suspensas, encerrando também as transações com o produtor rural.

Para contornar a situação gerada pela pandemia, a criatividade é chave para a manutenção dos negócios. Enquanto bares e restaurantes não retornam as atividades, redes varejistas como supermercados e hipermercados registram alta em seus faturamentos, tornando-se uma opção para negociação dos produtos agrícolas. Há ainda aqueles que começam a transacionar com os mercados delivery, já conhecido pelo setor de orgânicos, com a comodidade da entrega em domicílio, além de evitar a exposição às aglomerações nos mercados.

Mas, não é só o produtor que deve ser criativo, espera-se que o governo tome medidas para contornar a crise e amortize os impactos que inevitáveis para toda a cadeia, produtor ou consumidor, como crédito mais acessíveis, facilidades para pagamentos e controle dos juros.

Nos resta aguardar tempos melhores, mas sem esquecer, mesmo em isolamento, que existe os problemas do presente para contornar. Saúde, segurança e alimentação são a base para o dia-a-dia da população,  e o Agro brasileiro é capaz de se manter forte, resiliente e solidário a esse novo cenário que se apresenta.

** Luciana Vieira é consultora técnica da Agrosuisse


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