Retrospectiva 2015 – COP 21

A Conferência sobre o clima, realizada em Paris, na França, a COP 21, talvez seja uma das poucas resoluções da ONU desde a sua criação que pode dar certo. Frear o aquecimento global foi subscrito por 195 países que se comprometem a baixar para menos de 2°C – o chamado freio de arrumação, apelidado pelos motoristas de ônibus para por ordem na disposição dos passageiros dentro do coletivo. E acredite as medidas adotadas por unanimidade ocorrem neste final de 2015, um ano de muitos conflitos e bombas por todos os lados.

Basicamente as metas elegem como indicadores, reduzir os efeitos das mudanças climáticas e a emissão de gases de efeito estufa, principal responsável pelo aquecimento do clima na Terra e gerador de catástrofes ambientais.

Um detalhe que pode fazer toda a diferença de outras tentativas para um acordo global sobre o clima é a disposição dos países ricos em financiar os pobres e os em crescimento com 100 bilhões de dólares anuais. O grande entrave entre ricos e pobres é que as economias avançadas usaram todo tipo de energia poluidora, desmataram e destruíram rios em nome do crescimento e da qualidade do clima. A conta chegou e eles quiseram transferir para os mais pobres. Desta vez a história é outra, podemos usar energia limpa, produtos químicos que afetem minimamente o meio ambiente e preservar o que sobrou das florestas.

Ainda dá tempo.

Assinado o acordo, vamos para a prática. Que tal a ajudar o Brasil? Fiscalizar o fim do desmatamento da Amazônia. Trocar a energia poluidora, pela solar ou eólica.

Acabar com a poluição provocada por chineses, americanos e europeus… Os grandes vão continuar a ganhar com tudo isso, de uma forma menos hipócrita.

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O que fez a diferença na COP 21?

 

Líderes empresariais se uniram para anunciar investimentos na África e outros países pobres

Representantes do continente africano pleitearam investimentos em energia limpa e outras melhorias para garantir participação no pacto sobre o clima

O presidente dos Estados Unidos, Barak Obama, deu o tom no primeiro dia da COP quando afirmou que as decisões do documento final deve ter força de lei para que TODOS os países cumpram suas metas e viabilizem que os países pobres tenham acesso às tecnologias da economia verde.

A ativista e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, esteve na COP 21 como líder mundial de defesa das florestas. Ela falou sobre as mudanças climáticas para o Observatório do Clima.

Os desafios do Brasil para cumprir metas da COP 21

O acordo da COP 21intitulado  “Transformando nosso mundo: a agenda de Desenvolvimento Sustentável para 2030”

Alguns pontos dos compromissos firmados na COP-21

–  O projeto de acordo para frear as mudanças climáticas traça planos para garantir  “um aumento da temperatura média global inferior a 2 °C em relação aos níveis pré-industriais e também reconhece a urgência de prosseguir com os esforços em limitar o aumento da temperatura a 1,5 °C”.

– O acordo também prevê o compromisso de acompanhamento e revisão a cada cinco anos de como os países estão aplicando seus planos climáticos, com o primeiro encontro marcado para 2023.

– Um mecanismo de perdas e danos, para lidar com os prejuízos financeiros que os países vulneráveis sofrem com os fenômenos extremos, como cheias, tempestades e temperaturas recordes.

– Um pedido para que os países revejam seus planos climáticos nacionais em 2018, antes de entrarem em efeito pós-2020.

– Pede ao Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas que apresente um relatório especial em 2018 sobre os impactos do aquecimento global de 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais.

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