Menos da metade dos bancos latinos estão preocupados com as mudanças climáticas

fintech
(Foto: Pixabay)

Apenas 34% das instituições financeiras da América Latina e do Caribe incorporam diretrizes associadas às mudanças climáticas em sua estratégia e 24% têm uma política de avaliação e divulgação de riscos climáticos.
A conclusão é do estudo “Como os bancos da América Latina e Caribe incorporam as mudanças climáticas em sua gestão de riscos”, desenvolvido pela Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP FI). A pesquisa analisou 78 bancos, que representam 54% do total de ativos sob gestão na região.
Na pesquisa, 69% dos bancos indicaram que o setor econômico visto mais vulnerável aos riscos climáticos é o silvo agropecuário, seguido pelo de energia, com 44%. Além disso, os bancos indicaram que os principais riscos físicos considerados na avaliação e gestão são a inundação e a seca, mencionadas por 80% e 41% respectivamente.
O estudo observou que o setor bancário da América Latina e do Caribe tem uma grande oportunidade de avançar na avaliação dos riscos das mudanças climáticas em seus planos e estratégias, para aumentar sua resiliência e se preparar melhor para apoiar a transição para uma economia de baixo carbono.
Segundo o relatório final, 41% dos bancos ainda não possuem mecanismos para identificar, analisar e gerenciar os riscos climáticos.
Cerca de 53% dos bancos utilizam o Relatório de Sustentabilidade como mecanismo para divulgar os riscos associados às mudanças climáticas, enquanto apenas 16% dos bancos relatam por meio de seus formulários financeiros regulatórios conforme as recomendações da TCFD.
Os autores da análise concluíram que os riscos climáticos não são gerenciados principalmente devido à falta de informação sobre o impacto financeiro das mudanças climáticas e à ausência de demandas por parte dos reguladores.