Brasil ocupa o 55º lugar como país mais sustentável do mundo

(Foto: Freepik)

Ranking do Environmental Performance Index (Índice de Performance Ambiental) classificou o Brasil como o 55º país mais sustentável do mundo, de acordo com a saúde do seu meio ambiente e preservação de seus ecossistemas.

O levantamento desenvolvido por pesquisadores das Universidades de Yale e Columbia (EUA), fornece uma base quantitativa para comparar, analisar e entender o desempenho ambiental de 180 países. Os países são classificados de acordo com 32 indicadores de performance, que são importantes impulsionadores da mudança climática.

O Brasil obteve a nota de 51,2, um aumento de 4,9 em relação aos últimos 10 anos. No requisito de saúde ambiental, o país teve pontuação de 49,7, ficando na 66ª posição; e em vitalidade do ecossistema, recebeu a nota 52,2, na 53ª posição do ranking.

Em relação as políticas voltadas a mudança climática, o Brasil está na 88ª posição. É o 100º país em gases de efeito estufa (GEE) per capita e o 158º em tendência de intensidade de GEE. Em contrapartida é o 15º na taxa de crescimento de óxido nitroso (N2O).

Os países com pontuação alta geralmente exibem compromissos de longa data e programas cuidadosamente construídos para proteger a saúde pública, conservar recursos naturais e reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

As 10 primeiras posições são ocupadas por países europeus. A Dinamarca é o  país com maior pontuação. Desde que assumiu compromissos significativos com a qualidade do ar, saneamento avançado e água potável, o país se destaca em quase todos os indicadores de saúde ambiental, como gerenciamento de resíduos sólidos. A Dinamarca ainda lidera em programas para combater às mudanças climáticas, como a meta para reduzir as emissões de GEE em 70% até 2030.

Em seguida estão: Luxemburgo, Suíça, Reino Unido, França, Áustria, Finlândia, Suécia, Noruega e Alemanha.

“A boa governança, mais do que qualquer outro fator, separa as nações que estão caminhando em direção a um futuro sustentável daquelas que não são”, explica Alex de Sherbinin, do Earth Institute da Columbia, um dos principais autores do EPI de 2020.

Na Região da América Latina e do Caribe, o Chile e a Colômbia são os países com melhor pontuação no índice de pontuação, pela seus esforços transversais de sustentabilidade e uma ênfase particular na descarbonização de suas economias.

”Os países que são os primeiros na lista da região obtêm pontuações relativamente boas no gerenciamento de recursos hídricos, metais pesados ​​e resíduos (…)”, afirma Dan Esty, professor de Yale.

Os pesquisadores afirmam que o investimento em fatores responsáveis pelas mudanças climáticas ajudam a aprofundar a capacidade global de formular políticas ambientais baseadas em dados e identificar as melhores práticas políticas. Além de esclarecer quais países estão liderando e quais estão atrasados em sustentabilidade.

“Os indicadores usados no ranking colocam luz sobre os problemas, apontam objetivos, captam tendências, avaliam os resultados e identificam quais são as melhores políticas para cada caso”, declararam. “A pandemia causada pelo COVID-19 nos lembrou da profunda interdependência de todas as nações e da importância de se investir em resiliência”.

Para ler os resultados completos do levantamento, acesse: https://epi.yale.edu/