Escolas de samba investem na reciclagem de adereços para driblar crise

(Foto: Cacalos Garrastazu)

Para arrasarem na avenida, escolas de samba de São Paulo e do Rio de Janeiro optaram em vender ou reciclar adereços usados no Carnaval do ano passado a fim de driblar a crise.

Com o enredo “Vilões – o verso do inverso”, a Inocentes de Belford Roxo vai desfilar pela Sapucaí com carros e adereços produzidos com materiais recicláveis. Segundo o carnavalesco da escola carioca Wagner Gonçalves, o reaproveitamento dos materiais é a base do trabalho no barracão: nada se perde, tudo se transforma e nada se joga fora.

Chapas, que seriam produzidas por uma máquina que custa R$ 4 mil, por exemplo, são reaproveitadas do lixo, dando origem a outras peças sem nenhum custo zero. Outro exemplo são os ferros curvados, que seriam produzidos e retorcidos por uma máquina, e estão sendo confeccionados por um ferreiro.

A Unidos de Padre Miguel vai transformar garrafas de plástico em decoração nos carros alegóricos para mostrar o poder das plantas medicinais, através do poder de cura do orixá Ossain.

Segundo o carnavalesco Edson Pereira, no carro abre-alas, artesãos estão aproveitando as garrafas plásticas para criar a representação de Omi Erro, preparado que é feito das ervas maceradas da África.

Em São Paulo, a Rosas de Ouro tenta reciclar tudo o que pode de um carnaval para o outro. Segundo a presidente da escola Angelina Basílio a quadra está tomada por sacolas cheias de fantasias e adereços que já foram usadas e alguns adereços são vendidos para outras escolas de samba.