A relação entre a tristeza e o emprego

A felicidade se tornou uma busca constante para os seres humanos e uma fonte de preocupação para empresas.

Estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Gallup, nos Estados Unidos, apontou que: a tristeza, a falta de compromisso e de motivação de um funcionário, em relação ao seu emprego, custam US$ 500 bilhões por ano para empresas americanas.

Por este motivo, as empresas começaram a manipular o bem-estar e a vilanizar a tristeza. Este é o tema do novo livro “The Happiness Industry: How the Government and Big Business Sold Us Well Being” (A indústria da felicidade: como o governo e grandes empresas nos venderam bem-estar, em tradução livre), do escritor americano William Davies.

(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

O livro, sem previsão no Brasil, mostra que empresas criaram critérios de avaliação para determinar o humor de um funcionário e, consequentemente, a sua produtividade. Os que apresentam uma baixa nota no coeficiente de felicidade são demitidos.

Para o autor, isso forma um paradoxo: o trabalho é o responsável por criar estresse e de certa forma, infelicidade. Ao mesmo tempo, as condições de trabalho tentam criar situações que deixam o funcionário feliz, para que ele produza mais e continue empregado.

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Davies afirmou que a tristeza faz parte do ser humano e precisamos dela às vezes para seguir em frente. “O recado é: basta fazer com que as pessoas sejam mais energéticas e superaremos a depressão. Isso ignora as causas da depressão; às vezes é preferível reconhecer que uma pessoa está infeliz e tentar entender o porquê”, explicou.

O livro está disponível só em inglês na Amazon e para Kindle.