Brasil é o quinto país líder em geração de lixo eletrônico

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(Foto: Pixabay)

O Brasil foi o quinto país que mais produziu lixo eletrônico em 2019, com 2.143 kilotoneladas geradas, atrás de China, Estados Unidos, Índia e Japão, apontou o relatório The Global E-Waste Monitor 2020 divulgado recentemente.

O documento foi produzido pelo Sustainable Cycles (SCYCLE) Programme, em parceria com a Universidade das Nações Unidas (UNU, sigla em inglês), United Nations Institute for Training and Research (UNITAR), o International Telecommunication Union (ITU), Organização Mundial da Saúde (OMS) e o International Solid Waste Association (ISWA).

Em 2019, foram geradas 53,6 megatoneladas (Mt) de lixo eletrônico no mundo, uma média de 7,3 quilos per capita. A geração global cresceu 9,2 Mt desde 2014 e deve alcançar 74,7 Mt em 2030.

A Ásia foi responsável pela maior geração de lixo eletrônico no ano passado, com 24,9 Megatoneladas. Seguida pelas Américas (13,1 Mt), a Europa (12 Mt), África (2,9 Mt) e a Oceania (0,7 Mt).

Das 53,6 megatoneladas, apenas 9,3 megatoneladas de resíduos foram coletadas para reciclagem formal, 17,4% do lixo eletrônico gerado. O destino dos outros 82,6% de lixo eletrônico gerado é incerto, assim como o seu paradeiro e o impacto ambiental, fatores que variam entre as regiões do mundo.

Desde 2014, o número de países que adotaram uma política nacional de lixo eletrônico, legislação ou regulamentação cresceu de 61 para 78. Apesar de ter um progresso considerável na implementação de regulamentos específicos, o tema ainda é crítico na América Latina com poucos países com políticas para resolver a gestão destes resíduos.

México, Costa Rica, Colômbia e Peru lideram a gestão sustentável de lixo eletrônico. Apenas Brasil e Chile estão estruturando as bases para a implementação de um quadro regulamentar formal para a logística dos resíduos.

Recentemente, o Brasil assinou o Acordo Setorial para a Implementação de Logística Reversa de Produtos Eletroeletrônicos, em outubro de 2019. O documento complementa a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e define metas para as fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes na questão de quantidade de PEVs instalados, número de cidades abrangidas e percentual de aparelhos eletroeletrônicos a serem coletados e destinados corretamente.

A crescente quantidade de lixo eletrônico mundial é alimentada principalmente por maiores taxas de consumo de equipamentos elétricos e eletrônicos (EEE), com curtos ciclos de vida e poucas opções de reparo.