Em Paris, mictórios públicos transformam urina em adubo

(Foto: Reprodução/ Faltazi)

Em épocas como a do carnaval, muitas pessoas vão festejar nas ruas e acabam fazendo xixi em lugares impróprios, e isso, estamos cansados de saber. Então, como resolver o impasse de ter muito mais pessoas para poucos banheiros químicos?

Mictórios públicos podem resolver esse tipo de problema e ainda servir como solução ecológica: em Paris, do lado de fora da estação de trem Gare de Lyon, foram colocadas duas caixas vermelhas com flores e plantas em seu entorno que chamam a atenção dos pedestres. Os chamados “Uritrottoir” foram criados para acabar com o hábito das pessoas de fazer xixi em via pública, mantendo a cidade limpa e livre de odor.

Como são feitos os mictórios públicos: o interior das caixas é preenchido com uma mistura de palha, serragem e lascas de madeira. Diferente dos mictórios convencionais, o sistema não precisa de água para funcionar, o que reduz o mau cheiro e ainda estimula o uso consciente da água.

(Foto: Reprodução/ Faltazi)

Como funcionam: um sensor monitora a quantidade de urina e notifica quando o mictório está cheio. Então, a camada de palha é removida e transformada em composto para adubar jardins e parques da cidade. Veja:

Onde podem ser usados: em festivais de música, acampamentos e eventos esportivos, carnaval de rua, manifestações e outros eventos públicos.

Como a recepção na estação Gare de Lyon foi positiva, a companhia nacional de trem planeja comprar mais mictórios para instalar em outras estações. Ao jornal “The Guardian”, um dos criadores do Utitrottoir, Laurent Lebot disse que estão fazendo uma economia circular, ou seja, utilizam dois produtos de resíduos, a palha e a urina, para fazer algo que faz com que as plantas cresçam.

(Foto: Reprodução/ Faltazi)

Outra preocupação dessa iniciativa é informar as pessoas como utilizar corretamente os espaços. “Este é um equipamento totalmente novo, e na verdade as pessoas ainda não estão acostumadas. Um sinal será adicionado no Uritrottoir para explicar sua função”, afirma Lebot.

E aí, você acha que essa moda pega?

Fonte: Fast Coexist