Gestão eficiente dos resíduos sólidos é tema de fórum ambiental

caçamba com lixo
(Foto: Pixabay)

O Brasil recicla apenas 13% dos resíduos sólidos, enquanto que a maioria dos países europeus chega a 50%. Quando falamos de tratamento de resíduos sólidos, esse índice é menor.

Especialistas se reuniram na Escola Politécnica da USP, em São Paulo, para discutir uma melhor destinação do lixo no I Fórum Ambiental Mercantil sobre Tratamento de Resíduos de Saúde.

A vereadora Sonia Francine ressaltou que a participação da sociedade é determinante para uma lei e fiscalização mais eficientes por parte do poder público.

“A questão não é que faltam leis, temos leis até demais. O mesmo assunto não pode ser tratado por mais de uma lei”, pontuou, ao lembrar que esse é um princípio básico.

O Consultor em Gestão de Resíduos da ABRELPE e Silcon, Odair Segantini, destacou que a tecnologia disponível para incinerar resíduos sólidos não é muito usada no Estado de São Paulo, que recicla apenas 1,5% dos resíduos gerados.

Delaine Romano, Coordenadora Adjunta da CTRS ABES SP, assinala que desses 1,5% de resíduos recolhidos pela coleta seletiva, são os catadores de rua que têm feito o trabalho mais significativo.

Eduardo Pereira Gomes, fundador e diretor da ENGE-APLIC, reitera que todas as tecnologias têm que estar ao serviço da humanidade, sendo que o incineramento de resíduos não traz retorno financeiro e sim ambiental.