Noruega é eleita o país mais feliz do mundo

(Foto: Wikimedia Commons)

A Noruega é o país mais feliz do mundo, apontou o Relatório da Felicidade no Mundo 2017, divulgado nesta segunda-feira (20), pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável (SDSN, sigla em inglês) da Organização das Nações Unidas (ONU).

Segundo os pesquisadores, a Noruega assumiu a liderança por causa da percepção de felicidade da população, principalmente em relação aos investimentos feitos para o futuro.

Embora a economia do país tenha sofrido com a queda nos valores dos barris de petróleo, os pesquisadores detectaram que a felicidade importa mais do que a renda.

Com as mudanças, a Noruega superou a Dinamarca, que ficou no topo em três das cinco edições do relatório e agora está em segundo. Em seguida, estão: Islândia, Suíça, Finlândia, Holanda, Canadá, Nova Zelândia e Austrália.

O Brasil caiu cinco posições em relação ao ano passado, ocupando a 22ª posição. Entre os países latino-americanos, a Costa Rica é a melhor colocada, em 12º lugar, e o Chile em 20º lugar, entre os sul-americanos.

De acordo com o ranking, os países europeus e da América do Norte dominaram as principais colocações, enquanto as últimas posições foram países da África Sub-Saariana, que estão tomados por conflitos internos e guerras, como a Síria (152º) e a República Centro-Africana, eleita a nação menos feliz do planeta.

“Países felizes são aqueles que têm um equilíbrio saudável entre a prosperidade, conforme a métrica convencional, e capital social, significando o alto nível de confiança na sociedade, baixa desigualdade e confiança no governo”, afirma Jeffrey Sachs, diretor da SDSN.

Atualmente em sua quinta edição, o Relatório da Felicidade no Mundo é produzido anualmente pela ONU e avalia os níveis de felicidades das populações de 155 países. O objetivo é mostrar a necessidade de políticas públicas serem criadas para promover o bem estar.

Para calcular o índice da felicidade, a pesquisa possui como critérios, além do PIB per capita, a expectativa de vida saudável, assistência social, confiança nas instituições públicas, percepção de liberdade, generosidade e distopia.

A ONU defende que o relatório seja usado para além do ranking. Na publicação, a Organização se aprofundou na relação entre felicidade e trabalho, e na situação da China e do continente africano.

Para conferir o relatório completo (em inglês), acesse: https://s3.amazonaws.com/sdsn-whr2017/HR17_3-20-17.pdf