Nova criptomoeda é vinculada a créditos de carbono

(Foto: Pixabay)

Chegou ao Brasil, recentemente, a Cryptogreen, uma plataforma de criptomoeda para o mercado voluntário de créditos de carbono.

As criptomoedas poderão ser usadas por empresas e instituições para compensar suas emissões de gases poluentes ao comprar créditos de quem reduz os volumes emitidos.

Geralmente, a empresa ou instituição não se vê obrigada a preservar uma floresta, mas tem uma visão de responsabilidade ambiental. A alternativa, então, seria comprar os créditos.

As negociações são viabilizadas pela parceria com o Eu Preservo, programa que certifica e contabiliza os créditos de carbono que servem de lastro para a moeda virtual.

No caso de um fazendeiro, por exemplo, a criptomoeda pode ser usada para pagá-lo para preservar uma área de vegetação. O produtor terá sua área preservada monitorada pelo Eu Preservo  e, depois de um ano, receberá a certificação para receber os pagamentos.

A unidade de moeda virtual vale cerca de US$12 e equivale a uma tonelada de CO2 equivalente, utilizado como referência para medir emissões de gases de efeito estufa. Os negócios são realizados via blockchain, por meio de uma plataforma específica.

Segundo o CEO da Cryptogreen, Lucio Pereira, desde o início das atividades, foi realizado o registro e a emissão de 2 bilhões de cryptogreens e colocado em negociação um lote de 50 milhões. A expectativa é ter a primeira emissão negociada dentro de três anos.

** Com informações da Globo Rural