Número de lixões a céu aberto sobe de 17 para 29 no Rio de Janeiro

(Foto: Marcello Casal Jr/ Agencia Brasil/ Wikimedia Commons)

Pesquisa da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) constatou que existem 29 lixões a céu aberto em território fluminense, contra os 17 identificados em 2015.

O despejo em locais inapropriados cresceu mesmo em municípios que já tinham dado destino adequado aos seus resíduos.

Para o presidente da Abrelpe, Carlos Roberto Silva Filho, se não ocorrer uma mudança rápida em relação à gestão do lixo, o sistema de limpeza urbana irá entrar em colapso em breve.

Por causa da crise econômica que afeta o estado, muitos municípios pararam com os projetos de encerrar os seus lixões, enquanto outros estão optando pelo descarte incorreto, mesmo com aterros sanitários licenciados em suas regiões.

Segundo o levantamento, os lixões de Gramacho, em Duque de Caxias; Itaóca, em São Gonçalo; e do Babi, em Belford Roxo, voltaram a funcionar dentro de suas áreas originais ou em terrenos contíguos. A associação também alertou que alguns vazadouros constam como desativados no Instituto Estadual do Ambiente (Inea), mas aumentam a cada dia.

“A crise impacta o orçamento das prefeituras, mas há um descompromisso das administrações públicas com o tema. Ao trocarem os aterros pelos lixões, os municípios aumentam os gastos com a despoluição de rios e do mar. Nossos estudos mostram que, em 2015, o Brasil gastou R$ 1,5 bilhão só para tratar pessoas com doenças relacionadas à gestão inadequada de resíduos”, afirmou Filho, em entrevista ao Jornal O Globo.

O presidente da Abrelpe ressaltou que, entre 2007 e 2013, a quantidade de cidades que destinavam o lixo corretamente passou de quatro para 63, o correspondente ao descarte correto de 93% dos detritos gerados. Além disso, dos 70 lixões de 2007, 53 tinham sido fechados.

Atualmente, o Rio de Janeiro produz 22 mil toneladas diárias de rejeitos. Deste valor, 7 mil são destinados a lixões a céu aberto, segundo a pesquisa. Apesar de 68% do lixo ter a destinação correta e estar acima da média nacional (58%), o percentual carioca está abaixo do índice da Região Sudeste (73%).

** Com informações do Jornal O Globo