São Paulo terá pontos de coleta para eletroeletrônicos

(Foto: REUTERS/ Enrique Marcarian)

Como você descarta a sua televisão, o seu celular ou qualquer outro eletroeletrônico? É comum ver esses produtos largados em áreas impróprias, como calçadas e até mesmo flutuando em rios, por não ter locais acessíveis ou por falta de informação a população sobre como descartar esses resíduos.

Para acabar com isso, a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e a Secretaria Estadual de Meio Ambiente assinaram um compromisso de logística reversa de produtos eletroeletrônicos de uso doméstico, nesta segunda-feira (16).

Com validade de quatro anos, o acordo prevê a instalação de 16 urnas na cidade de São Paulo para recolher esses produtos e permitirá que empresas e lojas recebam equipamentos eletroeletrônicos, como celulares, videogames, impressoras, tablets, computadores, telefones, entre outros, para descartá-los corretamente.

Uma das iniciativas tomadas pela Abinee para fazer dar certo o acordo é a criação da Green-eletron, uma entidade que irá cuidar da operação da indústria do setor eletroeletrônico.

“Essa iniciativa reforça o compromisso do setor industrial nesse tema. O termo prevê a instalação de pontos de recebimento em locais de fácil acesso e visualização. Esse é um dos primeiros passos que estamos dando em direção a um ambiente mais sustentável que é o que todos esperamos”, disse Humberto Barbato, presidente da Abinee.

O estado de São Paulo é o primeiro a ter um convênio entre os setores privado e público, ressalta o diretor de sustentabilidade da Abinee, João Carlos Redondo.

“A Política Nacional de Resíduos Sólidos gerou um marco legal para o setor, mas os estados têm regulamentado a política de forma muito diferente, o que dificulta a ação do setor privado. São Paulo deu um passo na direção de simplificar”.

De acordo com dados da Abinee, menos de 2% dos produtos eletroeletrônicos utilizados são recolhidos. Com o descarte adequado é possível gerar um economia de 70% de energia e de mais de 65% de emissão de carbono. “Há um redução de impacto ambiental significativo nesse processo”, disse.

** Com informações do jornal Metro São Paulo