São Paulo terá prejuízo de R$420 milhões por ano com lixões

(Foto: Pixabay)

Os lixões e unidades inadequadas de destinação de resíduos em funcionamento vão custar mais de R$420 milhões por ano para o tratamento de saúde e recuperação ambiental ao Estado de São Paulo, aponta novo estudo da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE).

De acordo o relatório, mais de 14 mil toneladas de lixo são destinadas diariamente as 43 unidades inadequadas de descarte de resíduos – lixões e aterros controlados – que ainda existem no estado e impactam cerca de 11 milhões de pessoas, além de degradar o meio ambiente.

No mundo, pelo menos 1% da população desenvolve doenças por estarem expostas ao descarte e a destinação incorreta de resíduos. Estima-se que no Brasil cada pessoa tem um custo de R$ 42 por ano com os impactos dos lixões sobre a saúde e o meio ambiente.

“Os lixões são responsáveis pela poluição do solo, do ar e das águas, constituindo-se na maior fonte de poluição contínua, que contamina a fauna, a flora, os alimentos e a vida de milhares de pessoas, com substâncias tóxicas e cancerígenas”, explica Carlos Silva Filho, diretor presidente da Abrelpe.

A falta de ações do governo para fechar os lixões e de estudos sobre os impactos causados pelo funcionamento destes locais adia o bem estar das futuras gerações e compromete o orçamento dos próximos anos.

Segundo o executivo, ações do Estado de São Paulo mostraram que a destinação correta de resíduos tem efeitos positivos. O fechamento dos lixões entre o final de 2016 e o primeiro semestre de 2017, por exemplo, proporcionou uma economia de R$61 milhões para o estado e beneficiou diretamente mais de 1 milhão de pessoas.

A entidade estima que sejam necessários R$ 7,5 bilhões até 2023 para encerrar a operação de lixões e aterros controlados no Brasil, e substituí-los por unidades adequadas.

“Essa perspectiva por si só deveria orientar os administradores públicos a promover o imediato encerramento dos lixões e unidades inadequadas, pois a herança deixada é muito custosa para a vida das pessoas e para o meio ambiente”, observa Silva Filho.

Atualmente, 76,5 milhões de brasileiros ainda sofrem com a destinação inadequada dos resíduos, já que cerca de 30 milhões de toneladas de resíduos são dispostas em lixões ou aterros controlados.