Subsídios aos combustíveis fósseis no Brasil superam G20

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Os subsídios brasileiros aos combustíveis fósseis foram de US$ 16,2 bilhões, em 2016, quase o dobro dos US$ 8,6 bilhões gastos em 2007, segundo novo relatório Brown to Green.

O levantamento mostra que, a partir de 2010, os subsídios no país foram maiores do que a média dos países do G20 por unidade do PIB (US$ 0,005 contra US$ 0,003).

As isenções fiscais para manter os preços fixos sobre a importação e revenda de gasolina, diesel, querosene de aviação e gás natural somaram US$ 8,7 bilhões em 2016.

Os subsídios aos combustíveis fósseis também cresceram nas 20 maiores economias do mundo (G20), em que 82% da oferta de energia elétrica ainda é gerada pela queima de combustíveis fósseis.

Os gastos com subsídios aos combustíveis fósseis aumentaram de US$ 75 bilhões para US$ 147 bilhões entre 2007 e 2016. Os países do G20 gastaram uma média de US$ 91 bilhões em projetos de combustíveis fósseis entre 2013 e 2015.

Atualmente, nenhum país do G20 tem como meta chegar a uma oferta de energia 100% renovável até 2050. Argentina, Brasil, França, Alemanha, Japão, África do Sul e Reino Unido são os que tiveram melhores notas para suas políticas e metas para a energia renovável.