Nos últimos anos, o aquecimento global ficou evidente, principalmente no ano passado, considerado o ano mais quente da história desde que começou a medição. E apesar de estarmos ainda em abril, o planeta já mostra que mais um recorde de calor será quebrado em 2016.
Segundo a Agência Espacial Americana (NASA), os meses de janeiro e fevereiro bateram recorde de temperatura, em relação ao mesmo período de 2015, sendo o segundo mês do ano o mais quente da história, seguido por janeiro e dezembro de 2015. Os dados apontam que, entre dezembro e fevereiro, a temperatura média do planeta ficou 1,2ºC acima da média – temperatura limite no qual podemos nos submeter nos próximos 84 anos.
O instituto de meteorologia do Reino Unido, Met Office, estima que a temperatura do planeta subirá 1,14ºC acima da temperatura registrada em 1820, ano que iniciou a Revolução Industrial.
Para o gerente de Estratégias de Conservação da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, André Ferreti, “se isso se concretizar, estaremos muito próximos do limite estabelecido pelo Acordo de Paris (COP21), firmado no ano passado, que determina que a temperatura não pode atingir 2ºC acima da era industrial, e orientando que ficasse em, no máximo, 1,5ºC”, afirma.
Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o El Niño ainda vai alterar o clima do Brasil: a quantidade de chuva das regiões Norte e Nordeste será reduzida; enquanto a Sul terá um crescimento nas precipitações, fazendo com que estas regiões enfrentem fortes estiagens e enchentes e, consequentemente, diversas perdas, como as safras de alimentos e de vida humanas.
** Com informações da assessoria de imprensa































