COP 30 FRUSTOU: NÃO LIMITOU COMBUSTÍVEIS, NEM ZEROU O DESFLORESTAMENTO. A PRÓXIMA TERÁ COMANDO DE IA?

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Da COP da Floresta para a COP da IA. Reportagem muito interessante da Forbes aponta que, em um futuro híbrido, as eficiência da IA só têm valor dentro de um contexto climático e geopolítica estável. Não podemos depender da inteligência de silício para resolver uma crise nascida da falta de compromisso humano. “O modelo de IA mais sofisticado não consegue recongelar as calotas polares ou estabilizar o regime de monções”, diz Cornélia Walther.
Antes de prosseguir no assunto, temos que falar sobre esse sábado. Depois do puxões de orelhas da ONU sobre segurança, infraestrutura; depois da invasão e do incêndio, ainda países vizinhos criticaram severamente o comportamento do presidente da COP, André Corrêa do Lago, sobre silenciar os discordantes no plano de Mitigação.
A ministra da Colômbia não concordou com os indicadores globais de adaptação (GGA), redigido e colocado para votação na correria. Daniela Duran esbravejou “ não estamos de acordo com o programa assim como foi apresentado. Seguiu ela acompanhada de Paraguai, Argentina e Panamá. Mas foi o representante russo que deu uma descompostura nos latinos, chamando-os de infantis, sobre o Mapa do Caminho.
Marina, ministra do Meio Ambiente – da Silva, se emocionou. E foi só. Aprovou-se o tal mutirão global, contra a mudança do clima, na agenda “mandatada”.
O fim do uso de combustíveis fósseis e desmatamento zero ficaram de fora do relatório.
Os grandes poluidores não cederam sobre o financiamento, mas vai constar na carta dever de triplicar o financiamento para países em desenvolvimento. O secretário geral da ONU, Antônio Guterres, fez os agradecimentos de praxe com tom de decepção. E pediu coragem para prosseguir na luta contra o aquecimento global.
Em abril a Colômbia, que tem uma ministra muito aguerrida, realiza outra conferência que vai unir os 82 países que concordaram em limitar o uso de combustíveis fósseis. Vão esboçar o Mapa do Caminho alternativo, incluindo a União Europeia.
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL X HUMANA
Retomando o tema, se eventos climáticos destroem cadeias de suprimento de alimentos, infraestrutura ou desencadeiam migrações em massa, a capacidade da IA para gerência ou otimizar algoritmos se torna irrelevante, pois dependem de redes de energia estáveis, centros de dados seguros e mercados funcionando.
A falta de compromisso humano, continua Cornelia, não possibilita ao modelo de IA mais sofisticado criar frost nas calotas polares ou estabilizar o regime de monções. Chocante, não é mesmo?
As NDCs, com seus objetivos nada ambiciosos, segundo ela, precisa almejar prosperidade regenerativa, “uma visão de economia pós-carbono melhor, mais saudável lucrativa”.
O patamar de US$ 300 bilhões (R$ 1,60 trilhão) definido em Baku para a “Nova Meta Quantificada Coletiva” (NCQG) já nasceu insuficiente, diante dos US$ 1,3 trilhão (R$ 6,93 trilhões) que, de fato, são contabilizados.
Lembrando que são as grandes corporações e não os seus presidentes, que poluem o ar em nome do progresso, nunca da qualidade de vida. Não seria, de fato, introduzir os consumidores junto com a ciência, para ter apoio privado substancial e parar de dar murro em ponto de faca?
A política serve apenas para defender interesses corporativos, não ouve a ciência, não se importa com fatos, despreza a humanidade e o planeta. Sociedade somos nós e tudo que nos cerca. Se os ricos ficam cada vez mais ultra ricos, como sobrará dinheiro para a sobrevivência? Ou vamos esperar um outro cometa atingir nosso lar pra recomeçar na idade da pedra?
COP 31
A 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP31) ocorrerá na Turquia em 2026, administrada pela Austrália e sobre a presidência do Brasil, na seguinte pauta:
Pela primeira vez um país liderará as negociações da cúpula, com foco especial no financiamento climático para os países do Pacífico.
Pré-Conferência (Pré-COP): O evento que antecede a conferência principal será realizado em uma ilha do Pacífico, onde os primeiros impactos do aumento do nível do mar e do aquecimento global estão em andamento.
Principais Temas: Espera que o financiamento climático para nações em desenvolvimento avance, assim como os compromissos para combater o aquecimento global, temas fora do acordo final.
A presidência do Brasil quer salvar o que for possível da rejeição climática de impacto, causada por grande poluidores e países em desenvolvimento que exploram recursos fósseis e desmatamentos.
Por isso, nesses próximos 365 dias, a ideia é organizar com que apoia (mais de 80 países), o que essa COP deixou de escanteio: financiamento climático e o Mapa do Caminho para desacelerar o consumo de combustíveis fósseis. Como disse o coro do otimismo, a semente foi plantada. Quem viver, verá!