As salas do salão azul vararam a madrugada, com reuniões dos altos escalões, para que, até sexta-feira, saia um documento que avance sobre o fim do uso dos combustíveis fósseis e financiamentos.
Às vésperas do retorno de Lula ao “palanque Belém”, o governo se apressa a anunciar a demarcação de mais
10 terras indígenas, em sete estados, entre elas a Sawré Muybu (Munduruku), localizada na bacia do Rio Tapajós, no Pará, entre as cidades de Itaituba e Trairão, com 178.173 hectares. E também a Homologação de outras 4 terras indígenas – última etapa da demarcação. Lula quer chegar nos braços dos povos, dessas vez indígenas.
Hoje o esforço concentrado pode novamente varar a madrugada, para que os temas como adaptação para condições climáticas extremas sejam finalizados.
Outro ponto importante, para desacelerar o consumo do carvão e petróleo, é o Mapa do caminho. A economia sem combustíveis fósseis já tem apoio de mais de 60 países.
E, amanhã se consolida uma ação inédita: pela primeira vez países vão delegar ao comando da COP, a redação do documento final que deve ser divulgado sexta-feira, com os avanços esperados. O primeiro rascunho pode ser finalizado hoje.
Enquanto isso, há um conflito entre Austrália e Turquia sobre quem vai liderar a COP 31. A Turquia propôs liderar conjuntamente a cúpula climática, mas o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese disse: “Não, não seremos co-anfitriões porque ser co-anfitrião não está previsto nas regras da UNFCCC (Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima)”. A Turquia, por sua vez, quer liderar o encontro principal.
Se não houver desistência, a tarefa de hospedagem será transferida para Bonn, na Alemanha, que abriga a sede climática da ONU. E a regra diz que o presidente da COP Belém, a última realizada, deve liderar o encontro, conduzindo Andre Correia do Lago a ser novamente o presidente, por estatuto. Quem viver verá!
REGISTRO IMPORTANTE
A Rede Pró-UC defende a criação do Parque Nacional Marinho e da APA do Albardão, como marco histórico de proteção do Bioma Oceano.
Entre as urgências urgentes (aqui a redundância faz todo sentido) está a proteção do bioma marinho brasileiro: cerca de 26% estão em Unidades de Conservação (UCs), mas o país tem somente 3,3% preservados por UCs de Proteção Integral. O presidente Luís Inácio Lula da Silva, no último dia 6/11, durante a Cúpula dos Líderes da COP30, anunciou a ampliação da proteção das áreas marinhas de 26% para 30% até 2030, de acordo com as metas internacionais de conservação assumidas pelo Brasil.
Nesse contexto, a Rede Pró-UC, organização de advocacy formada em 1998 por ambientalistas e organizações da sociedade civil que atuam em defesa das Unidades de Conservação do Brasil, e a coalizão SOS Oceano – formada por instituições como o Sea Shepherd Brasil, Projeto Golfinho Rotador, NEMA (Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental), Tubarões e Raias de Noronha, Divers for Sharks e Cátedras UNESCO, entre outras 50 signatárias – pretendem defender um gesto político e ambiental de grande impacto: a criação do Parque Nacional Marinho do Albardão e da Área de Proteção Ambiental (APA) do Albardão, no extremo sul do Rio Grande do Sul.
Vamos pressionar para que essa conquista vire um exemplo do movimento marítimo de ambientalistas brasileiros e das entidades internacionais que apoiam essa luta.
Tenho imagens ilustrativas no link a seguir: https://drive.google.com/drive/folders/1r-vyuoVzjA3OWj2gEgeA1MEju5r6JAR6?usp=sharing