
O sistema de monitoramento Deter registrou 8.426 km² em alertas de áreas desmatadas em 2020, a segunda pior marca registrada em um ano desde 2015, mostram dados divulgados nesta sexta-feira (08) pelo Instituto Nacional de Estudos Espaciais (Inpe).
De acordo com o levantamento, a Amazônia Legal registrou o maior índice de áreas desmatadas no mês de julho, com 1.658,97 km². Em outubro, os alertas foram os mais altos para o mês desde que o monitoramento começou em 2015.
Em dezembro, os alertas de desmatamento atingiram 216 km², uma área 14% maior do que a verificada no mesmo mês do ano anterior.
O índice de 2020 ficou atrás apenas do recorde histórico de 2019, com 9.178 km² em alertas de desmatamento. A média registrada nos anos de 2016 a 2018 foi de 4.845 km², 81% a menos da média anual de 8.802 km² de 2019 e 2020.
O governo manteve ativa a Operação Verde Brasil 2, na qual o Exército foi enviado à Amazônia para combater as queimadas e crimes ambientais, durante sete meses. Porém, mesmo com a presença os militares na região, o desmatamento continua a crescer e os focos de calor fecharam o ano com alta de 15%.
Para Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, os novos dados do Inpe são resultado das políticas de destruição ambiental implementadas pela atual gestão. “Bolsonaro tem dois anos de mandato e os dois piores anos de Deter ocorreram na gestão dele. As queimadas, tanto na Amazônia quanto no Pantanal, também cresceram por dois anos consecutivos. Não é coincidência, mas sim o resultado das políticas de destruição ambiental implementadas pelo atual governo”, disse.
Os alertas foram feitos pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), responsável pelos alertas diários de mudanças na cobertura florestal para áreas maiores que 3 hectares.





























