7 empresas brasileiras são reconhecidas por engajar sobre mudança climática

Imagem ilustrativa (Foto: Unsplash)

O Carbon Disclosure Project (CDP) reconheceu o trabalho de sete empresas brasileiras no engajamento a cadeia produtiva com as melhores práticas para conter a mudança climática em seu Índice de Engajamento com Fornecedores.

A lista é formada por 400 empresas. Hoje, mais de 9600 empresas respondem ao levantamento do CDP a pedido de mais de 590 investidores que reúnem cerca de US$ 110 trilhões em ativos financeiros.

Segundo relatório do CDP, as emissões de gases de efeito estufa de fornecedores podem ser cerca de 11,4 vezes maiores do que das operações diretas das empresas.

“As emissões das empresas não terminam na porta da fábrica. Uma ação climática corporativa significativa requer envolvimento dos fornecedores para reduzir as emissões em toda a cadeia de valor”, explica Sonya Bhonsle, diretora global de cadeias de valor da CDP.

Pelo segundo ano consecutivo, a Natura integra o índice do CDP pela sua atuação em prol do meio ambiente e no combate as mudanças climáticas.

Entre as ações da empresa está o lançamento do edital Compromisso com o Clima, em parceria com o Itaú Unibanco e apoio do Instituto Ekos Brasil, para estimular novos parceiros e fornecedores a neutralizarem suas emissões por meio de projetos nas áreas de energia, agricultura, floresta e tratamento de resíduos, entre outros.

O Índice de Engajamento com Fornecedores também inclui a Braskem S/A, Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobras), CPFL Energia, Evergreen Line, Klabin S/A, e a Telefonica Brasil.

Desmatamento

Dos 788 fornecedores entrevistados, 448 divulgaram dados sobre florestas a pedido de seus compradores, número cinco vezes maior em comparação a 2017, ano piloto do índice. 236 fornecedores relataram compra de commodities de países de risco florestal

Cerca de 49% de fornecedores ainda relataram um impacto financeiro potencial de US$ 5 bilhões associados a riscos ligados a produção, consumo e comércio de commodities de risco florestal.

A ONG ressalta que proteger e restaurar florestas está no topo da agenda global para cumprir as metas do Acordo de Paris e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas.

“As empresas devem agir rapidamente para garantir que eles identifiquem e eliminem práticas de desmatamento insustentáveis dentro de sua cadeia de suprimentos, bem como identificando e gerenciando o inevitável risco florestal com base em commodity consumo”, diz no texto.

O relatório também aponta que a pandemia de Covid-19 aumentou a necessidade de uma transição para um ambiente sustentável e resiliente e um futuro livre de desmatamento.