KA’A adota o tucumã como insumo nativo da sua nova linha de xampus, condicionadores e sabonetes em barra de alta performance.
Enquanto a maioria da indústria cosmética ainda usa óleo de palma como base das fórmulas, a marca brasileira KA’A resolveu seguir um caminho mais desafiador e consciente: utilizar o óleo de tucumã. Extraído de palmeira nativa da Amazônia, o tucumã possibilita criar produtos sólidos (em barra) com benefícios superiores para a pele e o cabelo.
A medida também permite uma produção sustentável e que respeita o bem-estar das comunidades locais. “Mesmo sendo quase dez vezes mais caro que a palma, o tucumã está alinhado aos nossos valores por representar uma cadeia justa, regenerativa e mais potente do ponto de vista cosmético”, explicou Marcel Fischer Uemura, cofundador da KA’A.
E para gerar produtos sustentáveis e de alta qualidade, o tucumã é extraído por prensagem a frio, o que preserva ativos como ácido oleico (ômega 9) e betacaroteno, responsáveis por garantir a hidratação e o equilíbrio da oleosidade natural da pele e do couro cabeludo.
Esse fator é mais um diferencial em relação ao óleo de palma, que passa por processos químicos de refino, fator que reduz de forma considerável o valor nutritivo e funcional dos cosméticos.
Responsabilidade socioambiental
Um dos aspectos que fizeram a KA’A adotar o óleo de tucumã está no fato de a produção de palma ser uma das responsáveis pelo desmatamento de florestas tropicais no Sudeste Asiático, África e América Latina.
Outro agravante é que o consumo mundial de óleo de palma ultrapassou 75 milhões de toneladas em 2023, sendo usado desde alimentos até cosméticos e biodiesel, de acordo com estudo da Statista.
Mais um ponto negativo é que relatórios do Environmental Investigation Agency indicam que o avanço da monocultura de palma também está ligado à grilagem de terras, destruição de habitats, contaminação de rios e violência contra povos indígenas.
Esse cenário e o foco em responsabilidade socioambiental fizeram a KA’A ir na contramão desse modelo. “Com a coleta responsável do tucumã, contribuímos para a preservação do bioma amazônico e para o fortalecimento de comunidades extrativistas. Além disso, os nossos produtos entregam resultado real, com as clientes ficando surpresas com a leveza, o toque e o brilho natural já nos primeiros usos”, afirmou Lenora Barcellos, responsável por Pesquisa e Desenvolvimento da KA’A.
Essa preocupação da marca brasileira de cosméticos está alinhada com estudo recente da McKinsey & Company, cujo resultado apontou que 66% dos consumidores globais consideram a sustentabilidade como fator-chave na hora de comprar cosméticos.
A KA’A, que se diferencia por valorizar a beleza ancestral e a reconexão com a natureza, também pretende expandir neste ano o portfólio com novos produtos, como desodorantes e hidratantes — sempre mantendo a premissa de não usar palma, nem ingredientes sintéticos ou embalagens plásticas.
Estimativa
A KA’A prevê vender neste ano 14 mil unidades de cosméticos no primeiro ano de operação. Para 2026, a projeção é aumentar em quase três vezes o faturamento. Isso representará aproximadamente meia tonelada de óleo de palma substituída pelo tucumã, cultivado de forma agroflorestal na Amazônia. A medida contribui diretamente para a preservação da biodiversidade, além evitar o uso desnecessário de 800 quilos de plástico em virtude de produzirmos xampu em barra.
O tucumã é adquirido de parceiros selecionados como a Bielus, que atua diretamente com as comunidades locais, praticando comércio justo e garantindo colheita sustentável e autonomia para as famílias envolvidas.
A formulação dos produtos é da própria KA’A em São Paulo, com o apoio de profissionais com mais de 10 anos de experiência em saboaria natural e cosmetologia.
Todos os produtos da KA’A estão disponíveis em: www.kaanatural.com.br
- texto da assessoria de imprensa































