América Latina e Caribe podem ser os primeiros a erradicar a fome no mundo

(Foto: FAO)

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, sigla em inglês) anunciou que a região da América Latina e Caribe pode ser a primeira no mundo a erradicar a fome.

Segundo o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, “a região tem todas as condições necessárias para alcançar esse objetivo, começando pelo grande compromisso político que sustenta o Plano de Segurança Alimentar, Nutrição e Erradicação da Fome, da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC). O plano representa a cristalização da vontade dos governos de acabar com a insegurança alimentar antes até 2025 — cinco anos antes da meta fixada pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)”.

O diretor destacou que as ameaças apresentadas pela mudança climática, podem reverter os ganhos obtidos na luta contra a fome e a pobreza na região. “A agricultura é o setor mais afetado por essas mudanças e suas principais vítimas são os pequenos agricultores familiares, homens e mulheres, muitos dos quais lutam diariamente pela sua sobrevivência”, acrescentou.

A FAO, em parceria com a CELAC, divulgou o desenvolvimento de um plano para a agricultura familiar e para o desenvolvimento territorial rural. O objetivo é promover a intensificação sustentável dos sistemas de produção; de contratos públicos e de abastecimento alimentar; de serviços rurais; e de maiores oportunidades para a juventude rural.

Além disso, a agência da ONU também elaborou uma Estratégia Regional para a Gestão do Risco de Desastres para a Agricultura e Segurança Alimentar na região, que visa promover a capacidade de resistência e adaptação dos agricultores, por meio de técnicas agrícolas sustentáveis e da gestão de recursos.

“Não haverá estabilidade social ou paz enquanto houver fome, pobreza e desigualdade. Nem podemos avançar se continuarmos a explorar os nossos recursos naturais. A sustentabilidade é uma pré-condição para o desenvolvimento”, reforçou Graziano.

** Com informações da ONU