O Brasil tem 350.253.329 hectares pertencentes a mais de 5 milhões de estabelecimentos agropecuários. A área do agronegócio cresceu 16,5 milhões de hectares entre 2006 e 2017, o equivalente ao território do Acre.
O número de estabelecimentos aumenta em 74.864, quando são incluídos os produtores sem área (apicultores, extrativistas, criadores de animais em beira de estradas). Os dados fazem parte dos resultados preliminares do Censo Agro 2017, divulgado nesta quinta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os estados do Pará, impulsionado pela pecuária, e o Mato Grosso, pelo forte crescimento da produção de grãos, apresentaram as maiores altas, com mais de 6,75 milhões e 6,14 milhões de hectares, respectivamente.
Apenas o Nordeste apresentou queda, tanto no número, quanto na área de propriedades agropecuárias. A região perdeu 9,9 milhões de hectares, o equivalente a, aproximadamente, a área de Pernambuco.
“Cinco anos de secas na região podem explicar essa queda. Houve um processo de desertificação entre a Bahia e o Rio Grande do Norte”, destacou Antonio Carlos Florido, coordenador técnico do Censo, ao G1.
Nos últimos 11 anos, surgiram 3.287 propriedades com mil hectares ou mais, distribuídos por uma área de 16,3 milhões de hectares. Dessa forma, as grandes fazendas passam a responder por 47,5% da área total ocupada pelo agronegócio.
O Censo também revela a redução no número de trabalhadores e o aumento do uso de máquinas. Cerca de 1,5 milhão de pessoas perderam o emprego, enquanto o número total de tratores supera a marca de 1,2 milhão.
A divulgação final do censo está prevista para junho de 2019. Segundo o IBGE, 7.795 propriedades ainda precisam responder ao questionário, outros 3 mil questionários estão sendo avaliados e alguns dados podem mudar.
** Com informações do G1































