Os aromas estão intimamente ligados à memórias e emoções. O cheiro do café, de um perfume ou de um alimento pode lhe trazer recordações, não é? Inspire fortemente enquanto deita em uma cama de flores e você se sentirá à vontade e tranquilo com o mundo ao seu redor. Essas características mentais são a base de uma terapia conhecida como aromaterapia.
A aromaterapia é uma técnica antiga que ressurgiu nos últimos anos. O uso de essências e óleos essenciais para promover a saúde e o bem-estar é um dos métodos mais comuns da aromaterapia. Muitos adotam a prática como tratamento complementar para diversos tipos de problemas.
Uma vez comprados, os óleos devem ser armazenados dentro de armários, cômodos ou caixas escuros, pois a luz pode afetar seus aromas. Os pedaços ou recipientes de gotejamento de borracha ou plástico devem ser evitados, pois eles podem prejudicar a eficácia dos produtos.
Encontrar essências mais adequadas para as suas necessidades é o próximo passo que um iniciante deve considerar. Existem muitas maneiras de aplicar os aromas. Aromaterapia pode ser aplicada através da difusão aérea (fragrância ambiental ou desinfecção aérea), por inalação direta (em que os aromas são inalados pelo nariz ou boca) e através de aplicações na pele (em que sais de banho, óleos ou loções de pele são usadas).
Nossa relação com o aroma
Quando se trata do nosso sentido do olfato, fomos levados a acreditar que os animais ganham de lavada dos humanos: De nenhuma maneira podemos competir com cães ou os roedores, alguns dos melhores ‘cheiradores’ do reino animal. Mas adivinhe: Isso pode não ser bem assim! De acordo um artigo do neurocientista, John McGann, Universidade de Rutgers, em Nova Jérsei (Estados Unidos), o sentido do cheiro é tão bom em humanos como em outros mamíferos, como os citados roedores e cachorros.
“Acreditava-se que por conta de termos um bulbo olfatório menor, a nossa capacidade de cheirar era inferior. Não se pode dizer que um bulbo maior aumenta o sentido do olfato com base apenas no tamanho. Os seres humanos podem discriminar talvez um trilhão de odores diferentes. O nosso olfato que envia sinais para áreas do cérebro ajuda a identificar uma variedade aromas é bastante grande e similar no número de neurônios para outros mamíferos”, diz McGann em entrevista ao portal da universidade. O especialista se dedicou a estudar o sistema olfatório nos últimos 14 anos.
“Os cães podem ser melhores que os humanos para identificar urina em um poste na rua e os seres humanos podem ser melhores do que os cães ao discriminar os odores do vinho fino; mas poucas dessas comparações têm suporte experimental real. Nós podemos detectar e discriminar uma gama extraordinária de odores, somos mais sensíveis do que roedores e cães por alguns odores, somos capazes de rastrear trilhas de odor e nossos estados comportamentais e afetivos são influenciados pelo nosso sentido do olfato “, diz McGann.
O neurocientista ressalta ainda que o cheiro é muito mais importante do que pensamos. Ele influencia fortemente o comportamento humano, suscita memórias e emoções e forma percepções. Nosso sentido do olfato desempenha um papel importante, às vezes inconsciente, em como percebemos e interagimos com os outros, selecionamos um companheiro e decidimos o que gostamos de comer. E quando se trata de manipular experiências traumáticas, o cheiro pode ser um gatilho na ativação do estresse pós-traumático ou uma forma de tratá-lo, por exemplo.
Fonte: Guia de Orgânicos (GO!)































