E se a fonte secar mesmo daqui a 22 anos em alguma partes do mundo? Mais desertos, menos campos aráveis, mas dependência da tecnologia. E rastro de doenças. E Mar Morto deixará de ser um nome retórico? Perguntas preocupantes. Até agora a ciência não descobriu nada que pudesse substituir a água. Somos 65% água em homens e 60% nas mulheres adultas. Cerca de 75% em músculo contém água; sangue (95%); a gordura corporal 14% e o tecido ósseo 22%.
Se a ciência não tem experimento a curto prazo, o jeito é recorrer à vizinhança espacial. Marte, novamente. Mais próximo do planeta terra, tem suas geleiras na calota polar. Ou caçar asteroides e cometas compostos por gelos. Tem filme de ficção que já explora guerra por causa da água em colônias espaciais, como Star Trek da Netflix. A desértica lua tem evidências de gelo em seu interior. E só, aparentemente.
Cidades como México afundam por que a população seca os Aquíferos. E não tem reposição, evidentemente. Dois anos atrás foi traçado um cenário seco, árido e desértico de esperanças, se algo não for feito com relação ao derretimento da calota polar. Em 2050 teremos que inventar um novo método de higiene, pois o banho não será todo dia. Se alguém exceder 55 litros de consumo (metade do que a ONU recomenda), torneiras secas como punição.
Nos mercados, não haveria carne. Gastam-se 43 mil litros de água para produzir 1 kg de carne. Em países celeiros como o Brasil, agricultura e agropecuária são as grandes consumidoras de água, com mais de 70% do uso. Faltariam arroz, feijão, soja, milho e outros grãos.
Só a Grande São Paulo consome cerca de 80,5 bilhões de litros por mês. Se o mar não está pra peixe, imagine buscar água dos oceanos? Para obter 1 litro de água dessalinizada são necessários 4 litros de água do mar, a um custo de até US$ 0,90 o m³, segundo a International Desalination Association. Só São Paulo gastaria quase R$ 140 milhões em dessalinização por mês. Como resultado, a água custaria muito mais do que os R$ 3 por m³ de hoje. A água poderia virar um elemento segregador”, disse à época Glauco Freitas, então coordenador do Programa Água para a Vida, da ONG WWF-Brasil.
CENÁRIO
Guerras aquáticas
Em 2050, a falta d’água ditaria a política e o cotidiano.
Última geleira
A estimativa é que 68,7% da água potável disponível esteja em calotas polares ou geleiras. Se o aquecimento originou rios na Índia e no Nepal, por exemplo, pode também em 2050 transformar toda essa água em vapor e guerras pelo controle do que restar, tipo Mad Max.
Gotas preciosas
Coletores de ar que condensam a água na atmosfera foram testados em desertos na Índia. No entanto, teriam que ser instalados longe das cidades. Em grande escala causam de problemas pulmonares a desertificação.
Bebendo urina
Sim. Assim como os astronautas e gente que cultua sua própria urina por acreditar em questões de saúde, poderemos conviver com equipamento que recicla suor e urina. Em 2050, a tecnologia de purificar líquidos de esgoto também deverá ser popular.
Oásis alienígena
O objetivo seria buscar água em asteroides e nas calotas polares de Marte, onde haveria mais água que no solo da Lua.
Potências aquíferas
Quem investir antes em dessalinização, como a Arábia Saudita, onde 70% da água é dessalinizada, sai na frente. O Brasil tem seu oásis no aquífero Guarani, maior fonte de água subterrânea do mundo. Mas todos sabemos que os recursos são limitados.































