Bloomberg destina US$50 milhões para reduzir o uso do carvão mineral

(Foto: Pixabay)

O ex-prefeito de Nova Iorque e enviado especial da ONU para Cidades e Mudanças Climáticas, Michael Bloomberg, pretende contribuir na transição do carvão para outras fontes de energia limpa. Desde 2010, Bloomberg investiu US$164 milhões em campanhas contra o uso do carvão como fonte de energia e estimulou o fechamento de mais de 50% das usinas nos Estados Unidos.

O investimento de US$50 milhões será destinado às campanhas e pesquisas sobre os impactos do carvão na saúde e possíveis ações legais contra as usinas que insistem neste tipo de atividade energética.

O carvão é responsável por um quarto da poluição atmosférica na União Europeia e é considerado um fator-chave para atingir as metas do Acordo de Paris. Cerca de 23 países, estados e cidades já anunciaram a eliminação das usinas de energia a carvão ou estabeleceram um prazo para fazê-lo até 2030. A União Europeia  gera mais de 21% de sua energia a partir do carvão, sendo que  Alemanha, Polônia e Reino Unido representam mais da metade da capacidade das usinas de carvão no continente.

“A campanha Beyond Coal ajudou a tornar os EUA o líder mundial na redução de emissões de carbono e nos trará 60% do nosso objetivo do Acordo de Paris”, disse Michael R. Bloomberg. O carvão ainda mata cerca de 20 mil pessoas na União Europeia a cada ano. Esta iniciativa ajudará a acelerar o progresso e salvar muitas vidas”, acrescentou.

“Ao ajudar a sociedade civil a ampliar este trabalho internacionalmente, podemos ajudar outros países a alcançar e superar seus objetivos climáticos e reduzir a quantidade de mortes e doenças causadas pelas usinas de carvão. Um número crescente de países europeus planejaram alcançar 100% sem carvão, o que constitui um excelente exemplo para o resto do mundo – mas o carvão ainda mata cerca de 20 mil pessoas na União Europeia a cada ano. Esta iniciativa ajudará a acelerar o progresso e salvar muitas vidas”, acrescentou.

Nos Estados Unidos, o uso de carvão está diminuindo com a redução nos preços de energias renováveis e gás natural. Segundo relatório da Bloomberg New Energy, o investimento norte-americano em energia limpa aumentou 2% entre janeiro e setembro e deve fechar o ano um pouco acima dos US$ 287,5 bilhões registrados em 2016.